Chile denuncia os responsáveis por incêndio em Valparaíso

O fogo que consumiu 560 hectares está controlado, mas não apagado

Os bombeiros trabalham para apagar o incêndio de Valparaíso.
Os bombeiros trabalham para apagar o incêndio de Valparaíso.L. Hidalgo (AP)

As chamas do processamento ilegal de cobre em um depósito de lixo clandestino parecem ter sido a causa do mega incêndio florestal de Valparaíso, que desde sexta-feira consumiu 560 hectares da periferia da cidade e que até agora não causou danos para pessoas nem para moradias. Depois de saber que a tragédia teria sido provocada pela ação humana, o Governo anunciou que denunciará os responsáveis pela catástrofe, que na madrugada de sábado obrigou as autoridades a evacuar cerca de 7.000 pessoas de suas casas.

“Tomamos a decisão de apresentar uma queixa contra os responsáveis por isso. É um depósito de lixo clandestino, onde foram usados pneus para processar cobre que, acreditamos, deve ser roubado”, afirmou o subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy, em novo relatório do Escritório Nacional de Emergências (ONEMI, na sigla em espanhol). “Apresentaremos essa queixa e tomaremos todas as ações judiciais pertinentes para conseguir deter esses delinquentes.”

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A autoridade do Governo de Michelle Bachelet explicou que os antecedentes judiciais foram entregues à Promotoria, que a partir desta segunda-feira começará uma investigação para esclarecer a origem da nova catástrofe que afetou Valparaíso, uma das cidades mais populosas do Chile e que em abril de 2014 sofreu o pior incêndio de sua história. Aleuy também informou que as chamas foram contidas em seu contorno, sua expansão está controlada, mas o fogo ainda não pôde ser totalmente apagado. Nesse sentido, o Executivo determinou que será mantido o Estado de exceção para poder controlar a tragédia com mais eficácia e garantir a ordem e a segurança da população.

Segundo o último relatório, o fogo causou ferimentos em 33 pessoas, das quais 19 são bombeiros. Deles, dois estão em estado grave, mas sem risco de morte. Como as chamas não consumiram moradias nem afetaram regiões povoadas, não há pessoas utilizando albergues. De qualquer forma, quase 2.000 efetivos das Forças Armadas e de outras instituições foram mobilizados para ajudar a combater o fogo que mantém em alerta vermelho as cidades de Valparaíso, Viña del Mar, San Antonio, Quintero e Quillota.