Erupções vulcânicas deixam toda a Costa Rica em alerta máximo

Vulcão Turrialba lança pedras e cinzas que alcançam a área metropolitana de San José

Coluna de fumaça e cinza expelida pelo vulcão Turrialba.
Coluna de fumaça e cinza expelida pelo vulcão Turrialba.

Quatro erupções do vulcão Turrialba, 70 quilômetros a leste de San José, deixaram as autoridades da Costa Rica em alerta e levaram ao fechamento preventivo do principal aeroporto do país, o Juan Santamaría. Uma extensa nuvem cinza escureceu na quinta-feira o centro do país, causando problemas de visibilidade e transtornos a centenas de milhares de habitantes da região metropolitana. Algumas pessoas estão usando máscaras cirúrgicas para sair às ruas.

O vulcão Turrialba, um dos mais ativos da Costa Rica, situado em uma zona alta do município homônimo, na província central de Cartago, apresentou um aumento da sua atividade a partir do final da manhã de quinta. Essa foi sua jornada mais intensa desde 1996, segundo o Observatório Vulcanológico e Sismológico da Costa Rica (Ovsicori), que se mantém em “alerta máximo”. Os habitantes observaram que o material vulcânico deixou o horizonte cinzento e trouxe eventuais lufadas com cheiro de enxofre em alguns lugares, enquanto os sismologistas detectaram o lançamento de rochas a até um quilômetro de distância. Na noite de quinta, os especialistas mantinham todos os cenários em aberto, incluindo a possibilidade de emanação de magma, motivando a adoção de precauções.

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As autoridades aeronáuticas determinaram o fechamento do aeroporto Santamaría, o que obrigou ao cancelamento de pelo menos sete decolagens e o desvio de três voos para a Cidade do Panamá, segundo a imprensa local. A empresa Aeris, que administra o Santamaría, anunciou que as operações permaneceriam interrompidas pelo menos até as 8h da sexta-feira (11h em Brasília), o que deve causar transtornos a centenas de passageiros.

Nos arredores do vulcão, dominados por lavouras e fazendas de gado leiteiro, foi ativado um protocolo de segurança para o desalojamento da população. Nas cidades, onde desde cedo era visível uma coluna de cinzas e fumaça com até 1.000 metros de altura, na chamada cordilheira Vulcânica Central, os pedestres caminhavam tapando a boca e o nariz para evitar inalar cinzas, e donos de veículos precisavam limpar a camada de pó branco dos para-brisas antes de usá-los. A recomendação à população é para que fique em casa, disse à imprensa a geógrafa Floribeth Vega, do Ovsicori.