tensão racial

“Este caso não pode se comparar com o de Ferguson”

O prefeito de Berkeley, onde um policial matou o rapaz com um tiro, defende o agente

Várias pessoas discutem com policiais.Reuters-LIVE! / EFE (reuters_live)

Aqui não é Ferguson. Theodore Hoskins, prefeito da vizinha cidade de Berkeley, Missouri, onde na noite de terça, outro jovem negro foi morto a tiros por um policial, falou com dureza nesta quarta-feira contra “tirar conclusões precipitadas” que possam causar novos distúrbios raciais como os que têm sacudido os Estados Unidos nos últimos seis meses.

Antonio Martin, um afroamericano de 18 anos, foi morto a tiros por um policial em um posto de gasolina em Berkeley, uma cidade na região metropolitana de Saint Louis perto de Ferguson, onde há seis meses outro jovem da mesma idade e raça falecia devido a disparos de um policial.

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A morte em Ferguson de Michael Brown nas mãos de um policial branco que não terá que enfrentar a justiça por este caso provocou fortes protestos da comunidade afroamericana, indignada com os métodos de uma polícia que já não os representa ou protege. Os protestos rapidamente se espalharam para outras partes do país, onde ressurgiram outros casos semelhantes, como o de Eric Garner, em Nova York, onde também explodiu a tensão racial.

Neste novo caso, o agente que matou Martin também é branco. Mas as semelhanças param por aí, aparentemente. Não só por que um vídeo confirma a versão de que Martin apontou uma arma para o policial que atirou nele, mas porque também foi revelado que o jovem tinha antecedentes criminais, inclusive por assalto à mão armada.

O lugar onde aconteceu o fato, perto de Ferguson, também é diferente: “O prefeito é negro”, lembrou nesta quarta-feira o próprio em uma entrevista coletiva. Em uma cidade onde 85% da população é negra, “a maioria dos funcionários são negros, incluindo o chefe de polícia”, reafirmou. No entanto, Hoskins não conseguiu esconder a sua frustração com o novo incidente – “novamente um policial branco mata um negro, quando é que isso vai parar?”, se perguntou – e prometeu uma investigação independente.

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