Imigração no bloco europeu

Comissão Europeia prepara novas regras para a imigração no bloco

Bruxelas quer abrir as portas da União Europeia para imigrantes com formação em 2015

Imigrantes que cruzaram a fronteira com a Espanha.
Imigrantes que cruzaram a fronteira com a Espanha.Antonio Ruiz

A imigração é um dos pontos em que Bruxelas busca de fato ter voz própria. A Comissão Europeia prepara uma proposta que aborde o fenômeno de maneira integral. Até agora não houve um enfoque conjunto dos fluxos migratórios, em boa medida pela resistência dos Estados membros em tratar sem preconceito um assunto sensível do ponto de vista político.

Mais informações

O programa da Comissão para 2015 deixa claro o princípio que guia essa meta: abrir as portas da União Europeia à imigração qualificada, estreitar a operação com terceiros países – em geral, países pobres – para que contenham as saídas de estrangeiros e combater as entradas irregulares e o tráfico de pessoas para o território europeu. A proposta estará pronta para o próximo semestre, preveem fontes da comunidade europeia.

Os ecos populistas que percorrem o continente veem na imigração um exemplo infeliz dos excessos do projeto comunitário. O êxito desse discurso em países como Reino Unido, França e, em menor escala, Alemanha, impede que os governantes admitiam um fato evidente em Bruxelas: a longo prazo, alguns países necessitarão de estrangeiros para preencher postos de trabalho.

“Uma nova abordagem para a imigração legal deveria contribuir para que a Europa seja um destino mais atraente para o talento”, assinala o documento. Com esse objetivo, será revisado o chamado cartão azul, uma permissão única de trabalho em toda a União Europeia lançada em 2011 para atrair profissionais qualificados. Os resultados, até agora, foram modestos, com menos de 20.000 cartões emitidos entre 2012 e 2013.

Além desse projeto, a Comissão inclui na política migratória um plano sem relação direta com os estrangeiros: definir uma nova agenda de segurança que identifique ameaças como o terrorismo internacional e os ciberataques.