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Um caso de HIV positivo paralisa as filmagens de pornôs na Califórnia

A Indústria do entretenimento para adultos pede uma moratória enquanto coleta informações

Todas as filmagens de produções pornôs na Califórnia, a capital mundial do entretenimento para adultos, estão suspensas desde quinta-feira à tarde, depois de ter sido diagnosticado um caso de HIV positivo durante um dos controles regulares aos quais os atores são submetidos. A organização Coalizão da Liberdade de Expressão (FSC, na sigla em inglês), órgão lobista que agrupa a indústria do pornô, publicou um comunicado em sua página de Web na quinta-feira, no qual pedia uma moratória em todas as produções.

“Houve um resultado positivo em um de nossos centros de testes”, disse em um comunicado a diretora da FSC, Diane Duke. “Os testes de confirmação ainda não chegaram, mas tomamos as precauções para proteger os atores e determinar se houve algum perigo para a comunidade deles.”

“Nós levamos muito a sério a saúde de nossos atores e consideramos que seria melhor nos enganarmos pelo lado da prudência enquanto averiguamos se mais alguém foi exposto”, acrescenta Duke. Os passos seguintes da associação serão a realização de novos testes, analisar o histórico da pessoa e identificar seus parceiros sexuais mais imediatos.

A indústria do pornô sofreu muito economicamente no último ano depois do Condado de Los Angeles aprovar em 2011 uma norma que obriga à utilização de preservativo nas cenas de sexo. Em 14 de agosto, o Senado rejeitou uma proposta semelhante que pretendia estender essa medida a todo o Estado da Califórnia. A mobilização de produtores, atores e grupos de conscientização sobre a aids convenceu os senadores de que uma lei é contraproducente, já que empurra as produções pornô para a clandestinidade.

A indústria pornô sofreu perdas depois que o condado de Los Angeles aprovou uma norma em 2011 que obriga os atores a usarem camisinha

A norma do Condado fez com que o número de permissões de rodagem de filmes pornô caísse 90% entre 2012 e 2013 na área. A entidade que dá essas autorizações, a FilmLA, informou no principio de agosto que somente haviam sido concedidas 40 licenças no ano passado e que até agosto deste ano, 20. O golpe para a indústria teve impacto no emprego no Vale de San Fernando (norte de Los Angeles), onde se concentra o setor do pornô, segundo as produtoras.

Esta é a terceira vez no último ano que a FSC impõe uma moratória. A primeira foi em meados do ano passado, quando a atriz Cameron Bay e seu namorado testaram positivo para HIV, segundo o jornal Los Angeles Times. Um terceiro caso obrigou à paralisação das filmagens de novo em meados deste ano e levou à mudança das normas para os testes médicos, que antes eram feitos a cada 28 dias e agora passaram a ser a cada 14 dias.