A Polícia Federal desmonta a “maior quadrilha de destruidores” da Amazônia

O Governo acredita que os danos ambientais causados superem 500 milhões de reais

Desmatamento generalizado no Estado do Pará.
Desmatamento generalizado no Estado do Pará.Greenpeace

A Polícia Federal anunciou o desmantelamento no Estado do Pará da maior “quadrilha de destruidores da selva amazônica”, que supostamente teriam invadido enormes extensões de terras públicas, onde faziam queimadas, loteavam e vendiam ilegalmente áreas florestais a pecuaristas e agricultores. Os investigadores avaliaram os danos ambientais causados em mais de 500 milhões de reais.

A operação ficou concentrada na cidade de Novo Progresso (em uma remota área florestal no sudoeste do Pará), mas abrange quatro Estados. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) afirma que a quadrilha desmontada durante a operação Castanheira chegou a destruir parte do Parque Nacional de Jamanxim.

O Ibama afirma em um comunicado à imprensa que foram emitidos 22 mandados de busca e apreensão, assim como outros 11 de prisão preventiva, entre outras medidas. O foco da operação está em Novo Progresso, mas a investigação também está sendo conduzida nos Estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

O Ibama, assim como a polícia, considera que os suspeitos “são atualmente os maiores desmatadores da Amazônia”, e que a lista de crimes dos quais são acusados poderia resultar em até 50 anos de prisão.

A operação foi batizada de Castanheira, em alusão à arvore Bertholletia excelsa (também conhecida como castanha do Pará), uma espécie protegida, símbolo da Amazônia. Participaram da operação 96 agentes da Polícia Federal e 19 fiscais do Ibama.

A operação da Polícia Federal acontece em plena campanha das eleições presidenciais, nas quais despontou de maneira inesperada a ambientalista e candidata pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Marina Silva. Os grupos de ambientalistas têm alertado continuamente para a “impunidade” com a qual os desmatadores da Amazônia atuam. A destruição deste pulmão do planeta Terra aumentou 28% no ano passado, segundo a organização Greenpeace.

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