Guerra na Síria

A ONU estima em mais de 191.000 os mortos durante a guerra na Síria

A organização destaca que o número de baixas poderia ser muito maior nesses três anos

A ONU estima em mais de 191.000 os mortos na Síria. (reuters_live)

Os mortos na Síria já são 191.369, durante mais de três anos de guerra. Foi o que divulgou a ONU nesta quinta-feira, em um relatório encomendado por seu escritório de direitos humanos, esclarecendo que o número provavelmente poderia ser maior, uma vez que, em alguns casos, “faltavam elementos de verificação”. O documento, baseado em cinco fontes diferentes, não inclui as vítimas fatais dos últimos meses.

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A base de dados revela que, das vítimas, pelo menos 8.803 eram crianças, das quais 2.165 tinham menos de dez anos. Os autores desse terceiro informe sobre a guerra na Síria, no entanto, reconhecem que o número de crianças mortas pelos combates entre o Exército de Bashar al Assad e os rebeldes islâmicos também pode ser maior.

A última ofensiva israelense na Faixa de Gaza (Operação Limite Protetor) e o avanço jihadista do Estado Islâmico (EI) no Iraque — com cerca de 2.000 e 5.000 mortos, respectivamente — relegaram a segundo plano o drama da guerra civil na Síria. “Lamento profundamente que, com o surgimento de tantos outros conflitos armados nesse período de desestabilização global, os combates na Síria e suas consequências dramáticas para milhões de civis tenham desaparecido dos radares internacionais”, disse a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, que denunciou a “paralisia internacional” diante desse conflito.

“Há sérias alegações de que foram cometidos crimes de guerra e contra a humanidade (...), mas o Conselho de Segurança continua sem remeter o caso da Síria ao Tribunal Penal Internacional”, defendeu Pillay.

No conflito da Síria, no qual o EI também quer formar seu califado islâmico, 85% dos mortos eram homens. Essa análise não conseguiu diferenciar os combatentes dos civis inocentes.

O maior número de vítimas, segundo a ONU, foi registrado na periferia da capital, Damasco (cerca de 39.393), seguida de Alepo (31.932), o maior bastião rebelde.

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