A França pede a Bruxelas mais flexibilidade no combate ao déficit

O presidente francês realiza uma reunião de cúpula dos social-democratas europeus, neste sábado, no Eliseu

O primeiro-ministro francês visita uma feira de PMEs em junho, em Paris.
O primeiro-ministro francês visita uma feira de PMEs em junho, em Paris.K. T. (AFP)

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, defendeu nesta sexta-feira a necessidade da União Europeia mostrar maior flexibilidade no combate ao déficit para privilegiar o crescimento e o emprego. "Precisamos de mais flexibilidade ", disse Valls, fazendo coro aos pedidos do premiê italiano Matteo Renzi e do vice-chanceler alemão Sigmar Gabriel.

Perguntado se o pedido significa que é preciso relaxar as obrigações de controlar as finanças públicas, que forçam a França a reduzir seu déficit para 3% em 2015, Valls respondeu: "Sim, com certeza."

A presidência francesa anunciou que realizará sábado no Eliseu uma minicúpula dos líderes social-democratas europeus a fim de buscar uma posição de consenso em relação ao Conselho Europeu da próxima semana. François Hollande vai se reunir com os premiês de sete países (Áustria, Bélgica, Dinamarca, Itália, Romênia, República Tcheca e Eslováquia), também participarão Sigmar Gabriel e o atual presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, além de líderes do Partido Social-Democrata alemão.

Segundo declarou Valls, "chegou a hora de tirar lições da dúvida profunda que se instalou não só na França, como em toda parte sobre a construção europeia, porque não houve resultados no crescimento, na luta contra o desemprego, na formação de jovens, nem nos investimentos futuros".

O primeiro-ministro concluiu dizendo que "as coisas estão se movendo na Europa", e acrescentou que "é preciso respeitar as posições da chanceler Angela Merkel, mas tendo o cuidado de privilegiar o crescimento e o emprego".

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