Uma paralisação reduzida afeta os aeroportos do Rio

Os funcionários em terra dos principais aeroportos do Rio de Janeiro decidiram suspender a greve

O aeroporto internacional do Rio, Galeão.
O aeroporto internacional do Rio, Galeão.EFE

Os funcionários em terra dos principais aeroportos do Rio de Janeiro – o internacional Antonio Carlos Jobim e o de voos domésticos, Santos Dumont – decidiram suspender na primeira hora da manhã a paralisação anunciada inesperadamente na quarta-feira. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) conseguiu que a justiça federal se pronunciasse prontamente, proibindo qualquer tipo de manifestação no interior e nas imediações dos aeroportos cariocas. Isso forçou os filiados das associações de profissionais que apoiavam a greve a voltar imediatamente a seus postos de trabalho num dia considerado crítico nas principais cidades do Brasil.

Pouco antes da suspensão da greve, um grupo de 50 trabalhadores do aeroporto internacional bloqueou três das quatro pistas de acesso aos terminais, provocando um engarrafamento quilométrico. Além desta manifestação, o trânsito do centro da cidade também sofreu com o protesto de cerca de 250 professores. Apesar da adesão mínima de aeroportuários, a mobilização afetou centenas de passageiros que pretendiam embarcar e gerou o congestionamento da Linha Vermelha, uma das principais artérias de acesso à cidade. "Meu marido e eu perdemos as conexões para viajar para ver algumas das partidas principais nos próximos dias. Agora não sabemos o que fazer. É uma vergonha que deixem meia dúzia de pessoas provocar este problema", desabafou uma passageira diante das câmeras do canal Globo News.

Embora a paralisação tivesse sido convocada durante 24 horas e iria afetar apenas 20% das operações, representou novo golpe inesperado para o Governo de Dilma Rousseff, que nos últimos dias tinha começado a respirar aliviado diante da redução da tensão com os diferentes coletivos e setores profissionais que vinham se manifestando havia semanas.

Qualquer alteração das operações nos aeroportos do Rio de Janeiro pode representar uma dor de cabeça para o Governo, já que nos próximos 30 dias esta cidade será uma das principais centrais de conexões aéreas pela qual transitará boa parte dos 600 mil turistas esperados no Brasil. As dimensões continentais do país fazem do transporte aéreo um meio básico para que os visitantes possam deslocar-se com certa rapidez entre as cidades que sediam partidas. Além disso, o Rio será a cidade mais visitada durante a Copa do Mundo, e a entrada e saída de turistas se dará principalmente pelos aeroportos.

Com o mesmo pano de fundo dos trabalhadores do metrô de São Paulo, o Sindicato de Trabalhadores do Setor Aéreo do Rio de Janeiro (Simarj) alega que suas reivindicações de reajustes salariais e melhores condições de trabalho não foram atendidas até o momento. Os aeroportuários do Rio pedem