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Marcha em apoio a El Chapo

Cerca de 2.000 pessoas saem às ruas em Sinaloa para pedir a liberdade do traficante mexicano preso no sábado

Cerca de 2.000 pessoas se manifestaram em apoio a Joaquín Guzmán.
Cerca de 2.000 pessoas se manifestaram em apoio a Joaquín Guzmán. F. Brito

O absurdo marchou na tarde desta quarta-feira 26 pelas ruas de Culiacán, a capital de Sinaloa (noroeste do México). Cerca de 2.000 pessoas vestidas de branco foram para a avenida Obregón para pedir a libertação de Joaquín El Chapo Guzmán, líder de uma poderosa quadrilha de traficantes do Pacífico, que foi capturado pelo Governo mexicano no sábado passado depois de 13 anos fugindo da justiça. A polícia tratou de dispersar a manifestação e foi desafiada por alguns manifestantes, que queimaram pneus em seus carros. Os policiais lançaram gás lacrimogêneo e detiveram dez pessoas.

Em Culiacán, cerca de 2.000 pessoas assistiram à marcha, segundo a imprensa local. Bandas de música animaram a marcha. Homens com o rosto coberto repartiram água, cerveja e tamales (uma espécie de pamonha) com os manifestantes. Nas redes sociais foram divulgadas imagens de algumas pessoas que percorreram os quatro quilômetros do trajeto. “Queremos o Chapo livre”, dizia uma faixa. “O povo não está de acordo com a extradição. Não vamos permitir. Exigimos que isso não proceda (sic)”, dizia um cartaz nas mãos de um jovem com a cara coberta, segundo uma fotografia publicada pelo diário Noroeste. Em muitas das imagens publicadas pelos meios locais podem ser visto menores de idade que participaram da manifestação.

O convite foi feito por redes sociais e através de mensagens pelos celulares. Em Guamúchil, um município ao norte do estado, foram distribuídos panfletos convocando a manifestação. “Favor ir de branco, o motivo da marcha é exigir a libertação do Chapo e herói de Sinaloa”, dizia o papel. Em Culiacán, uma cidade de 800.000 pessoas, a marcha avançou por uma das avenidas principais a partir de uma igreja até o palácio autárquico. Veículos de luxo escoltaram os manifestantes. Dos carros de som saíam gritos alusivos ao narcotraficante detido.

A detenção de Guzmán abriu um debate sobre se deve ou não entregar às autoridades dos Estados Unidos para que seja julgado por seus crimes lá. Nesta terça-feira, um juiz deu voz de prisão ao Chapo, que tinha fugido de um presídio de segurança máxima em 2011 depois de ficar preso desde 1993 pelo crime de formação de quadrilha e suborno. Até o momento, Guzmán Loera não tinha sido culpado pelo crime de narcotráfico em território nacional.

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