Os EUA vão pedir a extradição

A Promotoria Geral de Nova York foi a primeira a solicitar que o líder do cartel de Sinaloa seja julgado por seus crimes no país

Cidade do México - 23 fev 2014 - 23:35 UTC

Os Estados Unidos trabalham na extradição do líder do cartel de Sinaloa, Joaquín El Chapo Guzmán, disse neste domingo uma fonte do escritório da Promotoria Geral de Nova York.

Guzmán enfrenta acusações em ao menos cinco cidades dos Estados Unidos, mas foi a dirigente do escritório da Promotoria Geral do distrito leste de Nova York, Loretta Lynch, a primeira a anunciar que pedirá sua extradição. Uma fonte desse escritório indicou no domingo para a rede de televisão NBC News que planeja solicitar às autoridades mexicanas que entreguem El Chapo para que responda em Nova York por crimes federais relacionados ao narcotráfico. O diretor em Chicago do DEA, Jack Riley, anunciou no sábado que pressionaria para que ele fosse extraditado e julgado como narcotraficante nessa cidade, mas até agora não havia feito nenhum anúncio formal na Promotoria Geral do distrito norte de Illinois.

Esse escritório tem casos federais pendentes contra El Chapo por que ele converteu a cidade de Chicago em um de seus grandes núcleos de distribuição dentro dos EUA, movimentando entre 1.500 e 2.000 quilos de cocaína por mês.

O capo da droga também tem casos pendentes desde 1993 no Arizona, onde é acusado de crimes relacionados ao narcotráfico, ao crime organizado e à lavagem de dinheiro. Além disso, desde 1995, ele é procurado pelo tribunal federal do distrito sul da Califórnia, em San Diego, por conspirar para importar mais de oito toneladas de cocaína e incorrer em lavagem de dinheiro.

No ano passado, El Chapo foi nomeado pela Comissão do Crime de Chicago o "inimigo público número um" da cidade, um termo criado para acelerar a captura do líder mafioso Al Capone em 1930 e que até então não tinha sido aplicado a nenhum outro criminoso.

Desde 2004, o Departamento de Estado e o DEA ofereciam 5 milhões de dólares por sua captura. Em 1993, ele foi preso no México, mas escapou da prisão em janeiro de 2001.

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