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Madri coloca casais do mesmo sexo nos semáforos

A prefeitura apresentou os novos semáforos inclusivos da capital nos quais aparecem mulheres e casais homossexuais

Manuela Carmena, prefeita, e Rita Maestre
Manuela Carmena, prefeita, e Rita Maestre

Desde segunda-feira Madri tem um novo símbolo. Hoje foi apresentada uma série de novos semáforos que defendem, com suas luzes piscantes, a igualdade e a diversidade. Trata-se de uma série de imagens, de mulheres e de casais homossexuais, diferentes das que o público está acostumado a ver nos cruzamentos da capital. “Madri tinha que ter esse reconhecimento nas suas ruas”, disse a prefeita Manuela Carmena. “Essas luzes, que estão projetadas para cuidar dos cidadãos, tinham que refletir a diversidade da cidade”. Por isso serão instalados um total de 288 novos semáforos em 72 cruzamentos. As novas imagens, cujo orçamento chega perto de 22.000 euros (81.600 reais), vão ficar permanentemente na capital.

A prefeita Carmena enfatizou a importância de que a capital, que vai sediar o World Pride no final do mês, tenha “este reconhecimento” em suas ruas. “Crianças, homens, mulheres, casais, em vez de indivíduos”, destacou a prefeita para expressar o compromisso da Prefeitura pela “diversidade”, informa Luca Costantini. Junto a Carmena, um grande grupo de vereadores de realizou uma visita pelo centro da cidade para ver os novos semáforos: os sinais igualitários, nos quais aparece um casal de um homem e uma mulher; os inclusivos, com casais homossexuais, e os paritários, com figuras femininas.

“Com esta ação, através dos grupos sociais e dos partidos, criamos um elemento simbólico que transmite uma mensagem de diversidade, uma marca da capital”, acrescentou a secretária de Meio Ambiente Inés Sabanés. Além das luzes, serão instaladas faixas de pedestres com as cores da bandeira do arco-íris, mostra o coletivo LGBTIQ: “O projeto das faixas está anunciado e apresentado”, disse Jesús Generelo, presidente da FELGTB (Federação Espanhola de Coletivos LGBT).

“Isto é um ato de inclusão. Algo que nós, ativistas, estamos exigindo há muito tempo. E, finalmente, a Prefeitura nos escutou”, disse Toni Poveda, coordenador da FELGBT para o WorldPride. “Em Madri, a cidadania está à frente da Prefeitura”, acrescentou.

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