Estados Unidos enviarão 60 milhões de vacinas da AstraZeneca a outros países

Porta-voz da Casa Branca prevê que as primeiras 10 milhões de doses serão distribuídas nas próximas semanas

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, na sala de imprensa da Casa Branca, Washington.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, na sala de imprensa da Casa Branca, Washington.EVELYN HOCKSTEIN (Reuters)
Antonia Laborde
Washington -

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Os Estados Unidos enviarão 60 milhões de doses da vacina AstraZeneca contra o coronavírus a outros países, anunciou na segunda-feira o assessor da Casa Branca no grupo de resposta ao coronavírus, Andy Slavitt. O anúncio se materializará nos próximos meses, assim que a Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) autorizar o uso do fármaco, ainda pendente nos EUA, e milhões de doses forem fabricadas. Vários órgãos internacionais pressionam há semanas a Administração de Joe Biden para que doe parte de suas vacinas excedentes aos países onde a pandemia está descontrolada e não possuem vacinas suficientes para proteger sua população.

“Para ser claros, neste momento temos zero doses disponíveis da vacina AstraZeneca”, disse na segunda-feira Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca. Em uma entrevista coletiva acrescentou que após a revisão da FDA, prevista para as próximas semanas, podem existir 10 milhões de doses disponíveis. Depois, provavelmente em maio ou junho, as 50 milhões restantes poderão ser repartidas por turnos. “Não é, portanto, imediato”, afirmou.

O anúncio vem após Biden falar com o primeiro-ministro da Índia, um país no qual, em meio à escassez de provisões médicas, foram registrados 354.000 casos na segunda-feira, um recorde mundial. A Casa Branca publicou em um comunicado que a potência mundial se comprometeu a que os dois países “trabalharão em estreita colaboração na luta contra a covid-19”.

Pouco mais da metade da população adulta dos Estados Unidos conta com pelo menos uma dose de alguma das três vacinas oferecidas no país: Pfizer-BioNTech, Moderna e a da Johnson & Johnson, que neste fim de semana voltou a ser distribuída após 11 dias de restrição pelos raros e remotos casos de trombose. Em julho, a potência mundial terá um excedente de 300 milhões de injeções, de acordo com um relatório do Centro de Inovação em Saúde Global de Duke baseado no contrato assinado pelo Governo norte-americano com a AstraZeneca.

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Neste contexto de excedente de vacinas nos EUA, a comunidade internacional pediu a Washington que seja mais generoso com os países pobres. Os Estados Unidos ainda precisam definir com quais países “compartilhará” as doses excedentes da AstraZeneca. No mês passado, Washington doou aproximadamente quatro milhões ao México e ao Canadá, que pediram ajuda. “Estamos no processo de planejamento neste momento”, esclareceu Psaki quando foi perguntada sobre o destino dos fármacos.

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