Encaremos as valas comuns de frente para resgatar os elos que a nossa história nos negou

Admitir nossa indiferença e nosso desamor pode nos salvar para reconstruir pontos de diálogo e de solidariedade em busca de uma sociedade mais humana

Foto aérea de um enterro no cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, de vítimas suspeitas e confirmadas da covid-19.
Foto aérea de um enterro no cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, de vítimas suspeitas e confirmadas da covid-19.MICHAEL DANTAS / AFP

Vidas secas. Vidas severinas. Vidas com as quais a sociedade não se importa. Vidas que nem vidas são, pois representam para muitos, meras estatísticas: estatísticas de nascimento, de mortalidade infantil, número de analfabetos, de evasão escolar, estatísticas da violência, de desempregados, estatísticas de mortos pelo covid-19. E vidas que nem estatística chegam a ser: vidas ‘subnotificadas’. Vidas que morrem em suas casas sem assistência hospitalar. Vidas que terminam muitas em ‘valas comuns’....

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