Atentado em Viena

Sequência de atentados em Viena deixa ao menos um morto e vários feridos

A polícia diz que os ataques ocorreram em seis locais diferentes, um deles perto de sinagoga

Policiais chegam em sinagoga em Viena após um dos atentados a tiros, nesta segunda-feira.
Policiais chegam em sinagoga em Viena após um dos atentados a tiros, nesta segunda-feira.EFE

Ao menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas após uma sequência de atentados a tiros no centro de Viena na noite desta segunda-feira, 2 de novembro. A informação foi confirmada pela polícia da capital austríaca, que também afirma que esse ataque múltiplo se deu em seis locais diferentes. A situação é confusa e não está sob controle, admitem as autoridades. O ministro do Interior da Áustria, Karl Nehammer, confirmou que várias pessoas fortemente armadas participaram dos ataques. “No momento, posso confirmar que acreditamos que seja aparentemente um ataque terrorista”, disse Nehammer em declarações à emissora de televisão ORF, divulgadas pela Reuters. Já a polícia informou que um suposto terrorista foi morto a tiros por agentes e pediu que a população permaneça em suas casas. Um grande contigente de foi deslocado para a área, que foi isolada para tentar deter outros agressores.

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O jornal austríaco Kronen Zeitung noticiou que os disparos ocorreram por volta das 20h em uma rua onde está localizada uma sinagoga e apontou para a possibilidade de que um dos agressores tenha detonado uma bomba que estava carregando. O líder da comunidade judaica na Áustria, Oskar Deutsch, afirmou no Twitter que não está claro se a sinagoga de Viena ou os escritórios anexos eram o alvo dos disparos. Naquele momento, o local estava fechado.

Além disso, houve mais disparos na área próxima à praça Schweden. Uma das vítimas, que vários meios de comunicação disseram estar morta, é aparentemente um policial que estava isolando a área.

A mídia austríaca também afirma que pelo menos três pessoas foram internadas em hospitais com ferimentos graves. A agência APA registrou pelo menos 15 feridos, ainda sem confirmação oficial. Segundo as informações, um dos agressores foi detido, embora alguns meios de comunicação sugiram que ele possa ter sido morto a tiros pelos agentes.

As autoridades pediram à população que fique longe da área e evite o transporte público. Também pediram que nenhum vídeo ou foto da operação seja compartilhado. “Isso põe em perigo tanto as forças policiais como a população civil”, tuitaram.

O diretor do jornal Falter, Florian Klenk, disse em suas redes sociais que possui vídeos do agressor e que há um morto, mas isso ainda não foi confirmado pelas autoridades. “Há vídeos do assassino. Acabamos de recebê-los e (no momento) não estamos mostrando porque a polícia nos pediu. Também há vídeos de uma pessoa morta”, escreveu ele no Twitter.

O presidente francês, Emmanuel Macron, foi um dos primeiros líderes a reagir no Twitter aos acontecimentos em Viena e o fez em uma mensagem em alemão na qual afirma que os franceses “compartilham o choque” dos austríacos com o ataque em Viena “Depois da França, é um país amigo que é atacado. Esta é a nossa Europa. Nossos inimigos devem saber com quem terão que lidar. Não vamos ceder”, acrescentou Macron.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também expressou solidariedade para com o povo austríaco e garantiu que a Europa permanecerá “firme perante o terrorismo”. Em uma mensagem em sua conta no Twitter, Sánchez informou que está acompanhando as informações que chegam de Viena no que ele descreveu como “uma noite de dor diante de um novo ataque sem sentido”.

“O ódio não submeterá nossas sociedades. A Europa permanecerá firme ante o terrorismo”, afirmou o primeiro-ministro, que transmitiu seus sentimentos às famílias das vítimas e solidariedade ao povo austríaco.

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