Tecnologia

EUA acusam a Huawei de crime organizado

Promotoria norte-americana afirma que o gigante das telecomunicações chinês roubou propriedade intelectual de seis empresas de tecnologia

Logo da Huawei na feira de tecnologia de Berlim.
Logo da Huawei na feira de tecnologia de Berlim.Hannibal Hanschke / REUTERS

O Governo dos Estados Unidos acusou o gigante da tecnologia Huawei de crime organizado e conspiração para roubar segredos comerciais. O texto de acusação, que também inclui duas empresas subsidiárias, foi apresentado na quinta-feira em um tribunal federal do Brooklin e inclui outros crimes, entre eles o de lavagem de dinheiro, obstrução à Justiça e violações de sanções. O movimento do Departamento de Justiça significa uma escalada importante na batalha legal da Administração de Trump contra o maior fabricante mundial de equipamentos de telecomunicação.

A acusação se soma a outras ações apresentadas no ano passado contra a diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, que está no Canadá, em liberdade sob fiança, esperando sua extradição aos Estados Unidos.

“Hoje anunciamos que apresentamos ações criminais contra o gigante das telecomunicações Huawei e suas associadas por quase duas dúzias de supostos delitos”, disse o promotor geral interino Matthew Whitaker. “Como disse a representantes chineses em agosto, a China deve fazer com que suas empresas e cidadãos cumpram a lei”.

Na acusação, o Departamento de Justiça acusa a Huawei e suas filiais de colocar em andamento “um esquema de crime organizado em detrimento da segurança dos Estados Unidos”. A empresa é acusada de realizar “esforços durante décadas” para roubar segredos comerciais, incluindo códigos fonte e manuais de usuários para roteadores de Internet, com o objetivo de “fazer crescer os negócios da Huawei”.

Washington há tempos batalha contra a Huawei, empresa que acredita ser explorada pelo Governo chinês para espionagem. A Administração norte-americana proibiu o Governo federal de utilizar tecnologia do gigante chinês das telecomunicações e tenta pressionar países aliados para que não utilizem a Huawei para desenvolver suas redes de 5G.

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