Casos de covid-19 na Copa América sobem para 66, a maioria membros da própria organização

Informação sobre os contágios foi divulgada principalmente pelo Ministério da Saúde brasileiro. Na véspera, jogador boliviano infectado protestou contra Conmebol

O troféu da Copa América durante a partida inaugural entre Brasil e Venezuela.
O troféu da Copa América durante a partida inaugural entre Brasil e Venezuela.NELSON ALMEIDA (AFP)

A intenção da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) era organizar o primeiro torneio esportivo totalmente blindado contra a covid-19. Mas, quase uma semana depois do jogo inaugural, a Copa América registra 65 casos da doença, segundo o organismo, sendo 39 membros do comitê organizador e 27 entre jogadores e membros de comissões técnicas. O aumento de casos ocorre um dia depois de o Brasil registrar 2.997 mortes por covid-19, uma cifra inédita desde abril, além de somar mais de 95.000 novos casos diários.

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A informação sobre os contágios da covid-19 foi divulgada principalmente pelo Ministério da Saúde. Na terça-feira, as autoridades haviam informado sobre 52 infectados, incluindo 33 jogadores e membros das comissões técnicas. Os focos eram as seleções da Venezuela, Bolívia, Colômbia e Peru. A Conmebol ajustou os dados nesta quinta-feira para informar que os casos entre jogadores e membros de comissões técnicas são apenas 19, sem informar de quais países.

Até o momento, as autoridades sanitárias fizeram 5.458 exames PCR em integrantes de todas as seleções, funcionários operacionais da Conmebol, árbitros e outras pessoas com acesso aos estádios, incluindo jornalistas e os chamados convidados especiais. Os casos positivos representam 1,19% do total. Quem dá positivo para o coronavírus deve permanecer isolado em seus respectivos quartos de hotel até que os exames confirmem que já não há mais risco de contágio a terceiros. Na noite de quarta-feira, a seleção argentina informou que, após realizar exames PCR em todos os jogadores, não houve nenhum caso positivo antes do jogo contra o Uruguai, nesta sexta.

A Conmebol tentou vacinar as delegações e todo o pessoal de apoio, usando para isso 50.000 doses da vacina do laboratório chinês Sinovac, aprovada pela Organização Mundial da Saúde. Parte da seleção da Colômbia foi imunizada. Antes de cada jogo, os organizadores exigem que cada seleção apresente um certificado de vacinação ou, na sua ausência, um exame PCR negativo.

O entorno de jogadores e treinadores da Copa América tem evitado se manifestar publicamente sobre a situação da pandemia no Brasil. O único que o fez foi o capitão da seleção boliviana, Marcelo Martins Moreno, que através do Instagram responsabilizou a Conmebol pelos contágios, entre eles o seu. “Eles só se importam com dinheiro. A vida do jogador não vale nada?”, escreveu. A Conmebol o repreendeu, e o jogador se retratou, apagando a mensagem horas depois. O treinador da Colômbia, Reinaldo Rueda, afirmou que a situação sanitária na seleção da Venezuela, com vários jogadores de baixa, “não pode ser uma distração”.

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