Copa América

Órfã de suas duas sedes, Copa América cai no limbo

As autoridades sul-americanas consideram que a crise de covid-19 está descontrolada na Argentina e, depois de afastar a Colômbia por causa das revoltas sociais, estudam outras sedes, como o Chile

Seleção da Argentina celebra gol na Copa América de 2019, disputada no Brasil.
Seleção da Argentina celebra gol na Copa América de 2019, disputada no Brasil.ALE CABRAL / Getty

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Os planos para a Copa América 2021 sofreram outro contratempo. A Conmebol, órgão dirigente do futebol sul-americano, retirou da Argentina a sede do torneio devido à crise de covid-19 no país. No dia 20 de maio, as mesmas autoridades haviam retirado a sede da Colômbia, por conta da instabilidade social que abalou o país no último mês. A Conmebol garante que vai avaliar as propostas de outros países para organizar, no último minuto, o torneio programado para começar em 13 de junho.

O torneio máximo para seleções de futebol da América seria organizado em 2020. A pandemia frustrou a organização da competição, programada para ser realizada em dois países-sede: Argentina e Colômbia. Seria a primeira vez que dois locais dividiriam partidas do torneio. Em 2021, com o início da vacinação contra o coronavírus, o quadro parecia pouco claro. Em 28 de abril, começaram os protestos na Colômbia contra a reforma tributária proposta pelo presidente Iván Duque. As manifestações aumentaram apesar de Duque retirar o projeto de lei. Após um mês conturbado, mais de 50 mortos e milhares de feridos foram registrados nos confrontos entre a polícia e os manifestantes.

O Governo da Colômbia pediu à Conmebol que adiasse a Copa América. O órgão sul-americano rejeitou imediatamente a medida e anunciou que a Argentina assumiria todo o torneio. O Governo Alberto Fernández se mostrava cauteloso sobre a organização do evento, devido à crise sanitária. A Argentina enfrenta uma segunda onda de covid-19, que somou mais de 3,7 milhões de infecções desde o início da pandemia e mais de 77.000 mortes. Nos últimos 14 dias, a Argentina relatou mais de 380.000 infecções. Neste domingo, horas antes do anúncio da Conmebol, o ministro do Interior da Argentina, Eduardo de Pedro, havia indicado que era “muito difícil” o torneio ocorrer ali.

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Antes que a Argentina deixasse de ser sede, a Conmebol passou a receber pedidos de outros países, com melhores condições de saúde, para sediar a Copa América. Um deles é o Chile, segundo Gonzalo Belloso, secretário-geral da Conmebol. A organização recebeu proposta dos Estados Unidos, organizadores da edição do centenário em 2016, mas ela foi rejeitada, segundo a mídia argentina TN.

A Conmebol mantém firmes as datas das eliminatórias para a Copa do Mundo Qatar 2022, que acontecerá entre os dias 3 e 8 de junho. As partidas serão realizadas, devido à emergência sanitária, sem público.

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