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Órfã de suas duas sedes, Copa América cai no limbo

As autoridades sul-americanas consideram que a crise de covid-19 está descontrolada na Argentina e, depois de afastar a Colômbia por causa das revoltas sociais, estudam outras sedes, como o Chile

Copa América
Seleção da Argentina celebra gol na Copa América de 2019, disputada no Brasil.ALE CABRAL (Getty)
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(FILES) In this file photo taken on December 03, 2019 Brazilian former footballer Juninho Paulista presents the Copa America trophy on the stage during the draw of the Copa America 2020 football tournament at the Convention Centre in Cartagena, Colombia. - Argentina's hosting of the Copa America football tournament has been suspended "in view of the current circumstances," CONMEBOL said on May 30, 2021, as the country struggles with a surge in coronavirus cases. (Photo by Juan BARRETO / AFP)
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Um mês de protestos e mais de 50 mortos. A que se deve o mal-estar na Colômbia?

Os planos para a Copa América 2021 sofreram outro contratempo. A Conmebol, órgão dirigente do futebol sul-americano, retirou da Argentina a sede do torneio devido à crise de covid-19 no país. No dia 20 de maio, as mesmas autoridades haviam retirado a sede da Colômbia, por conta da instabilidade social que abalou o país no último mês. A Conmebol garante que vai avaliar as propostas de outros países para organizar, no último minuto, o torneio programado para começar em 13 de junho.

O torneio máximo para seleções de futebol da América seria organizado em 2020. A pandemia frustrou a organização da competição, programada para ser realizada em dois países-sede: Argentina e Colômbia. Seria a primeira vez que dois locais dividiriam partidas do torneio. Em 2021, com o início da vacinação contra o coronavírus, o quadro parecia pouco claro. Em 28 de abril, começaram os protestos na Colômbia contra a reforma tributária proposta pelo presidente Iván Duque. As manifestações aumentaram apesar de Duque retirar o projeto de lei. Após um mês conturbado, mais de 50 mortos e milhares de feridos foram registrados nos confrontos entre a polícia e os manifestantes.

O Governo da Colômbia pediu à Conmebol que adiasse a Copa América. O órgão sul-americano rejeitou imediatamente a medida e anunciou que a Argentina assumiria todo o torneio. O Governo Alberto Fernández se mostrava cauteloso sobre a organização do evento, devido à crise sanitária. A Argentina enfrenta uma segunda onda de covid-19, que somou mais de 3,7 milhões de infecções desde o início da pandemia e mais de 77.000 mortes. Nos últimos 14 dias, a Argentina relatou mais de 380.000 infecções. Neste domingo, horas antes do anúncio da Conmebol, o ministro do Interior da Argentina, Eduardo de Pedro, havia indicado que era “muito difícil” o torneio ocorrer ali.

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Antes que a Argentina deixasse de ser sede, a Conmebol passou a receber pedidos de outros países, com melhores condições de saúde, para sediar a Copa América. Um deles é o Chile, segundo Gonzalo Belloso, secretário-geral da Conmebol. A organização recebeu proposta dos Estados Unidos, organizadores da edição do centenário em 2016, mas ela foi rejeitada, segundo a mídia argentina TN.

A Conmebol mantém firmes as datas das eliminatórias para a Copa do Mundo Qatar 2022, que acontecerá entre os dias 3 e 8 de junho. As partidas serão realizadas, devido à emergência sanitária, sem público.

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