Morre o técnico argentino Alejandro Sabella, vice-campeão mundial na Copa de 2014

O treinador histórico morre aos 66 anos devido a uma cardiopatia

Lionel Messi camiha em direção a Alejandro Sabella durante as quartas de final contra a Bélgica, em 2014.
Lionel Messi camiha em direção a Alejandro Sabella durante as quartas de final contra a Bélgica, em 2014.FRANCOIS-XAVIER MARIT / AFP

O técnico argentino Alejandro Sabella (Buenos Aires, 1954-2020), vice-campeão mundial com a albiceleste de Lionel Messi na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, morreu nesta terça-feira em Buenos Aires após passar vários dias hospitalizado devido a uma “cardiopatia dilatada secundária” e com um prognóstico “reservado“. A mídia local noticiou que Sabella, de 66 anos, recebeu antibióticos devido a uma febre causada por um vírus que o infectou no hospital onde havia sido internado, no bairro de Belgrano, na capital.

Sabella foi um cativante jogador de futebol canhoto pelo River Plate nos anos 1970. Teve uma aventura inglesa no Sheffield United e no Leeds antes de retornar à Argentina para triunfar no Estudiantes de La Plata. Também disputou o campeonato brasileiro com o Grêmio e jogou seus últimos anos no México, no extinto Irapuato. Aos 35 anos, tornou-se treinador adjunto de Daniel Passarella.

O IBCA, Instituto Cardiovascular, relatou que “o paciente Alejandro Sabella, de 66 anos, sofre de cardiopatia dilatada secundária, doença coronária e cardiotoxicidade, tendo ingressado nesta instituição em 25 de novembro de 2020, com choque cardiogênico e infecção prévia. Seu quadro tem um prognóstico reservado“.

A seleção argentina, o Estudiantes de La Plata e muitos outros clubes locais enviaram saudações e votos de uma rápida recuperação a Sabella por meio das redes sociais. O treinador de 66 anos, que venceu a Copa Libertadores de 2009 e a Liga Argentina de 2010 pelo Estudiantes de La Plata, deixou a Albiceleste em 2014 e não é treinador desde então. Nos últimos anos, sofreu de um tipo de câncer que não foi especificado.

“Quando estava a lutar para ver se ainda estava aqui com vocês ou se ia para o outro lado, lembrei-me do que disse aos meus alunos, aos meus jogadores: ’Não se pode dar menos de 100%.’ Se pedia isso a eles, tinha que lutar para continuar vivo“, disse em 2018.

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