EUA suspendem recomendação global de não viajar para o exterior, mas mantêm restrição ao Brasil

Espanha e outros países europeus melhoram na escala de risco, mas ainda são destinos a “evitar”

Passageiros no aeroporto de Menorca, na Espanha.
Passageiros no aeroporto de Menorca, na Espanha.EFE
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Os Estados Unidos relaxaram substancialmente o alerta a seus cidadãos sobre viagens internacionais. O Departamento de Estado retirou nesta quinta-feira sua recomendação aos cidadãos norte-americanos de evitar qualquer viagem internacional, que estava em vigor desde 19 de março. Naquela data, o impacto da pandemia de coronavírus levou o Governo norte-americano a elevar o alerta para todo o mundo ao nível 4, o mais alto da escala. A partir desta quinta-feira, segundo informou o Departamento de Estado, as recomendações serão feitas país a país, em coordenação com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Muitos outros, como Espanha, Itália, Reino Unido e França, caem nesta quinta-feira do nível 4 para o nível 3, o que implica a recomendação aos cidadãos de “reconsiderar viajar”. Nesse terceiro nível, recomenda-se aos cidadãos que “evitem viajar devido a graves riscos para a segurança”.

Meia centena de países permanecem no nível 4. Entre eles, além de alguns com diferentes ameaças de outra índole à segurança dos viajantes, países com alto número de casos de covid-19, como Brasil, México, Índia e Rússia. No nível 4, a recomendação é “não viajar”.

“Com as condições de saúde e segurança melhorando em alguns países e potencialmente se deteriorando em outros, o Departamento volta ao seu sistema anterior de níveis de recomendação de viagem específicos para cada país”, explicou o Departamento de Estado em um comunicado. Os cidadãos poderão se informar sobre a evolução do nível de alerta nos diferentes países em um site do Governo.

O nível 4 imposto em março recomendava aos cidadãos norte-americanos “evitar qualquer viagem internacional devido ao impacto global da covid-19” e instava os norte-americanos no exterior a “organizar seu retorno imediato aos Estados Unidos”, a menos que estivessem “dispostos permanecer no exterior por tempo indeterminado”. Com o fechamento de fronteiras e o cancelamento de voos comerciais, o Departamento de Estado realizou uma operação de repatriamento sem precedentes, coordenando o retorno de mais de 100.000 norte-americanos.

A retirada do nível global 4 não implica a suspensão das proibições de voar aos Estados Unidos para visitantes de determinados países, entre eles os da União Europeia, em vigor desde 14 de março.

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