_
_
_
_

Em ‘Becoming’, da Netflix, Michelle Obama mostra (parte da) sua nova vida

Em um novo documentário baseado em seu livro, a ex-primeira-dama procura mais inspirar os jovens que revelar detalhes da sua intimidade

Michelle Obama, en un instante de 'Becoming'. En vídeo, el tráiler del documental. Vídeo: NETFLIX
Antonia Laborde

Tu suscripción se está usando en otro dispositivo

¿Quieres añadir otro usuario a tu suscripción?

Si continúas leyendo en este dispositivo, no se podrá leer en el otro.

¿Por qué estás viendo esto?

Flecha

Tu suscripción se está usando en otro dispositivo y solo puedes acceder a EL PAÍS desde un dispositivo a la vez.

Si quieres compartir tu cuenta, cambia tu suscripción a la modalidad Premium, así podrás añadir otro usuario. Cada uno accederá con su propia cuenta de email, lo que os permitirá personalizar vuestra experiencia en EL PAÍS.

En el caso de no saber quién está usando tu cuenta, te recomendamos cambiar tu contraseña aquí.

Si decides continuar compartiendo tu cuenta, este mensaje se mostrará en tu dispositivo y en el de la otra persona que está usando tu cuenta de forma indefinida, afectando a tu experiencia de lectura. Puedes consultar aquí los términos y condiciones de la suscripción digital.

Becoming, a autobiografia de Michelle Obama (2018, Penguin Random House), em menos de cinco meses se tornou um dos livros de memórias mais vendidos da história. Nesta quarta-feira, a Netflix lançou um documentário sobre a vida da ex-primeira-dama, com o mesmo título, mas que dista muito da abordagem intimista oferecida na versão escrita. Uma dos acordos com a documentarista Nadia Hallgreen consistiu em que não gravasse quando suas filhas Sasha e Malia estivessem em casa, por isso ambas fazem apenas breves aparições no filme. Barack Obama, por sua vez, não está entre os entrevistados. Assim, essa narrativa de 89 minutos e com trilha sonora de Kamasi Washington, o considerado novo messias do jazz, entretém e às vezes até emociona, mas não oferece maiores surpresas.

Mais informações
Seus 150 metros de largura e 23 metros de altura fazem das Cataratas do Reno as maiores da Europa. Em 1797, Goethe as descreveu em seu diário pessoal como “as fontes do oceano”. Encontram-se no curso do Alto Reno, em Schaffhausen, norte da Suíça. Os visitantes podem se aproximar de barco até as quedas, ou da grande rocha que se eleva em meio a este Niágara europeu, como também é conhecido.
O hábito saudável de manter um diário pessoal
La nueva temporada de &#39;Barrio Sésamo&#39; en EE UU tendrá una invitada muy especial. Michelle Obama, la esposa del presidente estadounidense, aparecerá en el episodio del 10 de noviembre para enseñar a los niños la importancia de los vegetales en la salud y en la alimentación, según <i>The Mirrow</i>.
O legado de Michelle Obama
Barack Obama y Joe Biden, en la Casa Blanca en 2015.
“Essa crise mostrou que um bom Governo importa, que eleições importam”, diz Obama ao endossar Biden

O documentário transcorre principalmente durante a turnê promocional do livro Becoming e se nutre das entrevistas promocionais que concedeu, perante milhares de pessoas nas plateias, a grandes personalidades da televisão norte-americana, como Oprah Winfrey e Stephen Colbert. Michelle Obama destaca que viu nessa turnê de 34 cidades um bom momento para “refletir” e “descobrir” o que aconteceu em seus oito anos na Casa Branca, quando, segundo ela, a vida deixou de lhe pertencer. Entretanto, o documentário não vai muito além do escrutínio a que se viu submetida e aos seus esforços para criar suas filhas da maneira mais normal possível. “Não queria que crescessem achando que os homens afro-americanos maiores de idade vestidos de smoking estavam a seu serviço”, comenta. “A verdade é que alguns desses homens eram [como] meus tios.” Por isso as obrigava a arrumarem suas camas e, quando ficaram maiores, a lavarem a própria roupa.

A ex-primeira-dama destaca que sua passagem histórica pela Casa Branca representa “muito pouco” do que é como pessoa, em comparação à sua vida antes da primeira campanha presidencial do seu marido. Mas Hallgreen tampouco escava muito essa etapa anterior, embora acerte ao visitar a casa da infância da protagonista na zona sul de Chicago, acompanhada de sua mãe e seu irmão. Mostram seu dormitório de quando era pequena, recordam os natais e seu falecido pai. Aí aparece uma faceta mais desconhecida, de irmã mais nova que compete —meio de brincadeira, meio a sério— por ser a favorita da mãe, Marie Shields. Para Michelle, o preferido é seu irmão Craig.

O documentário da Netflix, produzido em colaboração com a Higher Ground Productions, a produtora do casal Obama, confere um protagonismo importante à questão racial. Obama recorda que foi em Princeton onde pela primeira vez se sentiu parte de uma minoria discriminada. A mãe de sua colega de quarto estava “horrorizada” porque compartilhava apartamento com uma pessoa não branca. “Sentia que sua filha estava em perigo”, aponta a advogada. “Não estava preparada para isso”, continua. Dedica um momento especial a recordar os jovens afro-americanos que morreram por causa da violência policial, e a maioria dos encontros para falar de seu livro é com estudantes de minorias raciais. Esta é uma das chaves do filme. Convida todos eles, repetidamente, a devorarem o mundo e transpassarem a ideia de que o futuro está em suas mãos.

Michelle Obama não consegue levar sua mensagem ao terreno político. Não se mete na lama. Quando um dos jovens lhe comenta como é difícil compartilhar sala de aula com alunos que usam bonés a favor de Donald Trump, lhe responde: “Então você está na escola... Vá à escola. Consiga a sua maldita educação. Barack e eu, ao longo da presidência, com as mentiras e o que disseram sobre nós, tudo o que podíamos fazer era acordar todos os dias e fazer nosso trabalho”.

A ex-primeira-dama convida, em um momento, sua chefa de pessoal a chorar diante da câmera se quisesse. Ela mesma não solta nenhuma lágrima, mas relata como chorou durante meia hora após sair da Casa Branca. Diz que se segurou até o avião, porque do contrário acreditariam que chorava pelas razões equivocadas. “Muita gente nossa não votou... foi quase como um tapa na cara”, lamenta. Chega a qualificar aquele momento inclusive como seu trauma. Em uma tomada dentro do carro, diz: “Entendo as pessoas que votaram em Trump, [mas não] os que não votaram [em ninguém]..., os jovens, as mulheres, aí é quando você pensa: ‘Puxa, as pessoas acham que isto é uma brincadeira”.

Em um dado momento, Michelle Obama conta a um grupo de jovens que está “igual a eles”, perguntando-se o que fazer da vida agora. A interrogação, no documentário, fica aberta. Embora deixe uma pista: “Barack e eu não estamos interessados em estar na linha de frente para sempre, nem sequer por muito tempo mais”.

Mais informações

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Recomendaciones EL PAÍS
_
_