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Semáforo azul no Japão e domingo na sexta-feira em Dubai: 40 dicas úteis para viajantes

Do 'dress code' para participar de um safári na África aos vários significados da palavra kiwi na Nova Zelândia, dados para você levar na mala

Semáforo azul no Japão.
Semáforo azul no Japão.

Viajar é sinônimo de aprender. E, desde que foram inventadas as malas de rodinhas e as barracas automontantes, tudo ficou muito mais fácil.

Você conhece novos lugares e pessoas, mas também enfrenta choques culturais e ligeiras diferenças cotidianas para as quais é preciso estar preparado. Não importa que continente você visite, lhe damos 40 dados úteis para suas férias.

Ásia

1. No Japão, não há cor verde nos semáforos e ela é substituída pelo azul. No idioma japonês, a palavra para verde (midori) só surgiu há um milênio. Antes compartilhava o vocábulo com a cor azul (ao), mas os japoneses continuam acostumados a chamar o verde de ao...

2. No Japão, quase nenhuma rua tem nome. Lá se usa um sistema de três números para indicar um endereço específico, a partir do número da área do distrito, do quarteirão e do edifício. Por exemplo, a Prefeitura de Tóquio (edifício digno de ver, ao estilo Blade Runner) fica em 2-8-1, Nishi Shinjuku Shinjuku-ku, ou seja, edifício 1 do quarteirão 8 da área 2 do distrito de Nishi Shinjuku, no bairro de Shinjuku.

3. Os japoneses têm sua própria forma de marcar os números com os dedos. É uma coisa fácil de aprender e que vai bem ao pedir cerveja ou saquê nos bares sem saber o idioma. De um a cinco se conta nos dedos como no Ocidente. Mas, para marcar o seis, eles abrem a mão (mostrando cinco dedos) e colocam sobre a palma um dedo da outra mão, que soma seis. Para marcar sete, colocam-se dois dedos sobre a palma da outra mão, e assim por diante. Veja como é a 01:59 deste vídeo da edição norte-americana do Condé Nast Traveler.

No Japão, assim se mostram os números de 6 a 9 com as mãos.
No Japão, assim se mostram os números de 6 a 9 com as mãos.

Assim se marcam com a mão o 6, 7, 8 e 9 no Japão / Condé Nast Traveler

4. No Japão, ponha seus braços em forma de X para dizer não, como o emoji (que serve para isso).

Não, em japonês.
Não, em japonês.

Não, em japonês

5. Em Singapura, não masque chiclete, porque é proibido.

6. Em Singapura, tampouco jogue bitucas e papéis no chão. A Corrective Work Order (CWO) impõe multas elevadas e obriga os infratores a limparem as ruas. Mesmo que você seja turista, não se meta em confusão.

7. Em Dubai, o domingo cai na sexta-feira. Ou seja, o domingo é dia útil, e sexta-feira e sábado são os dias de descanso (leve isso em conta ao programar visitas aos lugares).

8. Em Dubai, o metrô é barato apesar da opulência. Há uma Gold Class no primeiro vagão, que continua sendo barata. Comprar esse bilhete faz você se sentir rico.

9. Nas Filipinas, não estranhe quando notar que muitos deles são incapazes de pronunciar a letra F; são pilipinos. O império espanhol batizou ao país em honra ao rei Felipe II.

10. Na China, nos meses do verão, prepare-se para o Beijing Bikini. 👇

11. Na China, também há quadrilha: um grupo de senhoras dançando coreografias nas praças da cidade.

EUROPA

12. Na Bulgária, preste atenção, porque eles dizem sim balançando a cabeça para os lados, e dizem não a meneando para cima e para baixo – ao contrário do que fazem quase todos os povos do mundo.

13. Na Alemanha, a palavra Nazi não é muito cômoda. Não a diga, mesmo que em outros lugares a gente adore proferi-la a torto e a direito (vide o termo feminazi).

14. Na Itália, se alguém torcer a própria bochecha, quer dizer que algo está muito bom. Outros gestos são explicados neste vídeo do canal do SaraydesdeMilán, no YouTube.

Semáforo azul no Japão e domingo na sexta-feira em Dubai: 40 dicas úteis para viajantes

15. A Áustria, ainda hoje, continua sendo mais tolerante que o habitual ao tabaco. Há bares e restaurantes onde você pode ter que enfrentar a fumaça. Ou desfrutar dela.

16. Na França, melhor que você não mencione nada sobre a tendência deles de destruírem a carga de caminhões com morangos espanhóis. Eles não sabem do que você está falando.

17. Na França, há uma rua Victor Hugo em cada cidade do país, então não vá se enganar na hora de reservar hotel…

18. Na Polônia, ainda há um montão de leiterias. Mas não são bares onde se bebe leite, como em Laranja Mecânica. Ao menos não são mais. Estes refeitórios sociais da época comunista se transformaram em uma boa forma de comer de forma abundante e barata nas cidades do país.

19. Na Suíça, prepare o dicionário. É um país com quatro idiomas oficiais (alemão, francês, italiano e romanche). Há regiões onde os cartazes podem estar escritos tanto em alemão como em italiano, ou em alemão e francês…

20. Na Suíça, se você estiver viajando pelo nordeste do país, talvez passe por um povoado chamado Büsingen am Hochrhein. Saiba que se trata de uma localidade alemã, embora esteja completamente rodeada pela Suíça.

Alemanha dentro da Suíça
Alemanha dentro da Suíça

Alemanha dentro de Suíça / Wikipédia

AMÉRICA

21. No México e Colômbia, pena significa vergonha. “Que pena” quer dizer “que vergonha”. Mesmo quem fala espanhol fluentemente poderá estranhar as diferenças.

22. Falando nisso, saiba que coger (pegar) é um verbo perigoso. Estes são os países onde a palavra faz referência ao ato sexual, segundo a Real Academia Espanhola: toda a América Central, Argentina, Bolívia, México, Paraguai, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

23. E o termo concha é uma forma vulgar de se referir ao aparelho reprodutor feminino na Argentina, Bolívia, Chile, Guatemala, Paraguai, Peru e Uruguai.

24. No Canadá, a idade mínima para beber varia segundo a província. Em algumas é a partir dos 18 anos, e em outras só depois dos 19.

25. No Canadá, uma sociedade que respeita tanto o multiculturalismo, perguntar “De onde você é?” pode ser conflitivo. Melhor aguentar a curiosidade...

26. O Chile é um país adepto da sesta. Chamam-na de “las onces” (“as onze”), mas geralmente é no final da tarde.

27. Em países como o Chile, o leste e o oeste são chamados respectivamente de oriente e poente. É comum ver assim em placas de rua e painéis informativos.

ÁFRICA (com informação de Lola Ferro)

28. Na Ilha Reunião, departamento ultramarino francês, o euro é moeda corrente.

29. No Marrocos e em outros países islâmicos, há farmácias cujo símbolo é uma lua crescente, e não uma cruz.

Sinal de farmácia em Marrocos.
Sinal de farmácia em Marrocos.

Sinal de farmácia em Marrocos / aledalma (Getty)

30. É possível esquiar na neve em Marrocos (no inverno, claro). Em Oukaïmeden.

31. Em países como Ruanda, Quênia, Senegal e Tanzânia, é proibida a produção e utilização de sacolas de plástico. Leve de casa as de tecido para envolver sapatos e roupa suja, e também para fazer compras.

32. Ao Zimbábue, base para visitar as cataratas de Vitória, é melhor levar muitos dólares em dinheiro vivo. Há uma crise de meio circulante desde 2009, e os caixas eletrônicos não liberam a bufunfa.

33. Na África Subsaariana, o uso do celular está plenamente estendido, e os chips de telefonia celular, com direito a dados, são muito baratos. Se puder, leve um celular desbloqueado e use uma linha local. Vale a pena.

34. No Quênia, os masai estão acostumados a ver turistas fazendo safári fotográfico, mas mesmo assim lhe perguntarão um monte de coisas. Não desconfie e conte, é simples curiosidade.

35. Se for fazer safári, aliás, evite roupas de determinadas cores: o branco porque suja muito com a poeira e chama demais a atenção de animais daltônicos; azul e preto porque atraem a mosca tsé-tsé; cores berrantes e estampas fortes porque também criam muito contraste e assustam os bichos… Melhor optar por tons neutros ou pastéis.

Atenção ao ‘dress-code’ do safári.
Atenção ao ‘dress-code’ do safári.

A ver que te põe para ir de safari. Tamara Malesevic (Getty)

OCEANIA

36. Na Nova Zelândia, lembre-se que kiwi pode ser uma fruta, um animal ou uma pessoa.

37. Em qualquer lugar da Nova Zelândia, com algum esforço, você pode pegar praia todo dia. Seu ponto mais afastado do mar está a 119 quilômetros do litoral.

38. Na Nova Zelândia há muitas espécies de animais, mas quase nenhuma é venenosa: nem cobras, nem escorpiões. Só uma ou outra espécie de aranha.

39. Na Austrália, preste atenção aos ingredientes se não estiver a fim de degustar carne de canguru. O Governo do país há anos insiste no seu consumo, porque há duas vezes mais cangurus que seres humanos na gigantesca ilha.

40. Na parte ocidental da Austrália há vários lagos rosados, como o Hillier. Fica uma belezura no Instagram.

Lago Hillier, na Austrália
Lago Hillier, na Austrália

Lago Hillier da Austrália / Auscape (Getty)

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