13 séries que estavam no ar durante ‘Game of Thrones’ e você deveria ter visto

Nas últimas semanas houve vida além de Westeros no mundo das séries, e foi muito interessante

'Veep', 'Gentleman Jack' e 'Fleabag'.
'Veep', 'Gentleman Jack' e 'Fleabag'.

- Fleabag

Guarde esse nome porque estará na maioria das listas das melhores séries do ano. A segunda temporada da história criada e estrelada por Phoebe Waller-Bridge é uma maravilha do começo ao fim. Mistura de comédia ácida e mordaz pela voz de sua desbocada protagonista e drama muito obscuro, a série joga para romper a quarta parede tendo o espectador como cúmplice, a quem a protagonista dirige comentários e gestos eloquentes, um recurso que se acentua e agora dá um triplo salto mortal. O nível sobe ainda mais com a incorporação de Andrew Scott ao elenco para interpretar um padre que agita a vida da protagonista. Seus seis capítulos (menos de 30 minutos, que se passam em um suspiro) têm algumas das situações mais divertidas e dramáticas até agora neste ano. As duas temporadas desta série britânica estão disponíveis no Brasil pelo Prime Video (serviço de streaming da Amazon) e são obrigatórias para todo o seriéfilo.

- Killing Eve

A primeira temporada já conquistou um lugar nas listas das melhores do ano. A segunda continua explorando a grande química entre as suas duas protagonistas: Jodie Comer, como a assassina Villanelle, e Sandra Oh, como a agente Eve. E embora tenha havido certa reviravolta que ainda é preciso ver se funciona de todo –e a primeira temporada esteve em evidência por Villanelle ser uma personagem surpreendente–, ainda é uma das séries mais prazerosas, com bons diálogos, bom ritmo e um enredo imprevisível. Pode ser vista no Brasil no GloboPlay (plataforma de streaming da Globo).

- The Good Fight

Sua terceira temporada provocou (especialmente na primeira metade) amor e ódio entre seus seguidores. Como comentamos aqui, a série se tornou mais louca por refletir o mundo atual, um mundo em que não somos capazes de diferenciar a mentira da verdade. Este ano também veio com polêmica incorporada porque um dos curtas animados com os quais explica parte do seu argumento foi censurado pela rede CBS por tratar, precisamente, da censura na China. Seus criadores ameaçaram abandonar a série, mas, por fim, chegaram a um acordo para trocar o curta por um cartaz que dizia "Este conteúdo foi censurado pela CBS". The Good Fight ainda é uma das séries que melhor explicam o mundo em que vivemos, e no Brasil pode ser vista no Prime Video, da Amazon.

- What We Do in the Shadows

Comédia baseada no filme do mesmo nome, de 2014, sobre três vampiros que dividem um apartamento na Nova Zelândia e suas andanças no mundo de hoje. A série se traslada para Nova York, neste caso, os protagonistas são dois vampiros, uma vampira, o assistente humano de um deles e um vampiro de energia. A série, que no Brasil passa no canal fechado FX, aproveita o melhor do filme e soube acrescentar elementos novos para obter ainda mais caldo para as situações e alcançar um resultado hilariante. Atenção ao sétimo capítulo, com cameos de luxo e um festival de referências.

- Veep

Um grande adeus que foi eclipsado pelo de sua companheira de rede Game of Thrones, mas que certamente será recompensado em forma de prêmios na cerimônia do Emmy. Possivelmente foi a temporada com o humor mais selvagem e sem compaixão de toda a série, especialmente seu último episódio, para o qual regressaram muitos dos atores convidados que desfilaram nesta divertidíssima comédia. A história de Selina Meyer (disponível no Brasil na HBO) teve uma temporada final à altura e a despedida que merecia. Outra imprescindível.

- Barry

Barry é um ex-marine convertido em assassino profissional que durante uma missão descobre sua vocação como ator. Na segunda temporada desta comédia (disponível no Brasil na HBO), Barry é uma panela de pressão. Enquanto os membros do grupo de teatro têm que encenar um momento que marcou suas vidas, Barry está imerso em suas próprias batalhas relacionadas com mafiosos, assassinos e traficantes de drogas. Como na primeira temporada, a tensão vem subindo nesta série com um humor um tanto peculiar, quase surrealista, na qual sobressaem o protagonista, Bill Hader, e Henry Winkler, que encarna o professor de interpretação de Barry.

The Bold Type

Um parêntese nesta lista: The Bold Type não entrará nas relações de melhores do ano, é claro. Mas, de vez em quando, uma coisa leve que não nos faça pensar é bem-vinda. Para esses desafios é ideal esta dramédia sobre três amigas na faixa dos vinte anos que trabalham em uma revista feminina em Nova York. Seus dramas do primeiro mundo e a exaltação da amizade entre mulheres são revigorantes. Além disso, apesar da aparente superficialidade, inclui reflexões e temas sérios sobre as mulheres, os relacionamentos e até o jornalismo. Sua terceira temporada está disponível no Brasil no Prime Video.

Better Things

Outra série que encerrou temporada na mesma semana do término de Game of Thrones e que havia ficado um pouco eclipsada. A série criada e estrelada por Pamela Adlon (agora solo, sem Louis C.K. ao seu lado, depois do escândalo sexual que veio à luz), conseguiu seguir em frente com louvor e com o acréscimo de um toque ainda mais pessoal e feminino. Embora se possa argumentar que a temporada talvez tenha ficado mais dispersa, as peças dispersas construíram um mosaico de emoções que, no último capítulo, atingiram o zênite. O universo feminino visto pelos olhos de Pamela Adlon vai fazer você rir e chorar. Exibida no Brasil no Fox Premium 1.

- Chernobyl

O desastre nuclear que a Ucrânia vivenciou em 1986 é o protagonista desta história que coloca o foco nas pessoas que sofreram de uma maneira ou de outra os momentos que se seguiram ao acidente. Agora sabemos o que aconteceu e suas consequências, mas na época ainda não estava claro ou não se queria ver. Assustadora, angustiante e sufocante, esta minissérie (na HBO Brasil) não só estremece pelos fatos que narra, mas também no modo como faz isso e na impactante encenação.

- Gentleman Jack

Série coproduzida pela BBC e HBO, e que no Brasil pode ser vista na HBO. É da mesma criadora de Happy Valley e tem como protagonista Suranne Jones, estrela de Doctor Foster. Situa-se em 1832 e conta a história de Anne Lister, que em 1834 se casou com outra mulher (a ligação não era legalmente reconhecida). Por circunstâncias familiares, Anne Lister decidiu administrar ela mesma o patrimônio da família, entrando assim em um mundo de homens. Contou sua história em um diário no qual também narrava os detalhes mais íntimos de sua vida e que agora serve como base desta recomendável série, tanto pelo que representa como por seu roteiro e, sobretudo, pela interpretação de Suranne Jones.

- Mrs. Wilson

Ruth Wilson dá vida a sua avó, Alison Wilson, nesta série de três episódios baseada na vida dela. Quando seu marido morre, Alison descobre que não era a única sra. Wilson que existia, mas que, embora ele tivesse dito que se havia divorciado, na realidade tinha mantido uma vida dupla até o fim de seus dias. Alec Wilson (Iain Glen) trabalhava no Serviço de Inteligência Britânico e também escrevera romances de espionagem no passado. Depois da revelação de sua vida dupla, Alison tenta descobrir o que seu marido estava escondendo, para tentar colocar no lugar as peças do quebra-cabeças. Uma minissérie interessante e divertida que no Brasil pode ser vista no iTunes.

- Fosse / Verdon

Mesmo que fosse só por Michelle Williams, valeria a pena ver esta série que conta a vida do coreógrafo e diretor Bob Fosse e da bailarina Gwen Verdon, com sua complicada relação como pano de fundo. A narrativa se vale de frequentes saltos no tempo que têm como referência momentos marcantes de Fosse, como os prêmios que recebeu ou o ataque cardíaco que causou sua morte. E, como trilha sonora dessa história de amor, desamor, dor, angústia, frustração e ambição, a música de Cabaret, Chicago e outras produções de que participaram. Uma delícia. Ah, e de novo: Michelle Williams. No Brasil é exibida pelo canal FX.

- State of the Union

Capítulos de 10 minutos. Nick Hornby assina o roteiro. Stephen Frears produz. E Rosamund Pike e Chris O'Down são os protagonistas. Nada poderia dar errado. O resultado é uma comédia agradável e cortante focada nas conversas de marido e mulher pouco antes de entrarem em suas sessões de terapia de casal. Nesses bate-papos, eles comentam como foi a semana que passou, o que vão dizer e o que vão ocultar da terapeuta ou se conhecerão segredos um do outro, redescobrindo-se depois de 15 anos de casamento. Muito bem interpretada, com grandes diálogos e um formato de 10 minutos que lhe cai muito bem. Ainda sem previsão de estreia no Brasil.