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Acampamento Terra Livre
Evanilda Terena, da etnia Terena, do Mato Grosso do Sul.

As caras do acampamento indígena em Brasília

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Acampamento Terra Livre, que começou nesta quarta-feira, reúne milhares de indígenas de todo o país na capital federal

  • Janio Kaiowá, 22, do Mato Grosso do Sul: "A gente sempre vai defender o que é nosso. E sem território, não tem saúde, não tem educação. Acho que esse governo está sendo muito radical, mas nós não vamos desistir de lutar".
    1Janio Kaiowá, 22, do Mato Grosso do Sul: "A gente sempre vai defender o que é nosso. E sem território, não tem saúde, não tem educação. Acho que esse governo está sendo muito radical, mas nós não vamos desistir de lutar".
  • Ananjara Terena, 28, do interior de São Paulo: "As mulheres são esquecidas, dizem que a gente não pode participar das reuniões, que temos que ficar em casa. Queremos discutir isso também".
    2Ananjara Terena, 28, do interior de São Paulo: "As mulheres são esquecidas, dizem que a gente não pode participar das reuniões, que temos que ficar em casa. Queremos discutir isso também".
  • Bitaté Uru Eu Wau Wau, 18, de Rondônia: "Depois que esse presidente se elegeu, a nossa situação que já era grave, ficou ainda pior. O enfraquecimento da Funai faz parte da estratégia".
    3Bitaté Uru Eu Wau Wau, 18, de Rondônia: "Depois que esse presidente se elegeu, a nossa situação que já era grave, ficou ainda pior. O enfraquecimento da Funai faz parte da estratégia".
  • Evanilda Terena, 37, do Mato Grosso do Sul: "Sou professora, pedagoga e coordenadora do movimento de mulheres indígenas do Mato Grosso do Sul. Como mulher, posso dizer que a saúde é a nossa pauta mais importante. As mães ficam em casa, porque precisam cuidar dos filhos doentes. Por isso estamos aqui. Só que com esse governo não tem conversa. Dizem que os terena têm mais coragem, mas não é coragem, é necessidade".
    4Evanilda Terena, 37, do Mato Grosso do Sul: "Sou professora, pedagoga e coordenadora do movimento de mulheres indígenas do Mato Grosso do Sul. Como mulher, posso dizer que a saúde é a nossa pauta mais importante. As mães ficam em casa, porque precisam cuidar dos filhos doentes. Por isso estamos aqui. Só que com esse governo não tem conversa. Dizem que os terena têm mais coragem, mas não é coragem, é necessidade".
  • Apuã Pataxó, 24, do Maranhão: "Viemos protestar por muitas razões. Até a reforma da Previdência vai interferir nas nossas vidas. Para mim, é uma vergonha falar que dia 19 de abril é dia do índio. Somos índios 24 horas por dia". Apuã vive no Maranhão.
    5Apuã Pataxó, 24, do Maranhão: "Viemos protestar por muitas razões. Até a reforma da Previdência vai interferir nas nossas vidas. Para mim, é uma vergonha falar que dia 19 de abril é dia do índio. Somos índios 24 horas por dia". Apuã vive no Maranhão.
  • Ro'otsitsina Xavante, 34, do Mato Grosso: "A pressão do agronegócio contra as nossas terras já era grande, mas agora tem sido maior. O governo adotou uma estratégia de mapear quem são os índios que pensam como ele, atraiu esses índios e agora dividiu a gente. Existem povos que têm uma expectativa com a monocultura, as grandes plantações, com uso de maquinário pesado. E o que antes era nós, povos indígenas contra o governo, agora é uma parte de nós contra eles".
    6Ro'otsitsina Xavante, 34, do Mato Grosso: "A pressão do agronegócio contra as nossas terras já era grande, mas agora tem sido maior. O governo adotou uma estratégia de mapear quem são os índios que pensam como ele, atraiu esses índios e agora dividiu a gente. Existem povos que têm uma expectativa com a monocultura, as grandes plantações, com uso de maquinário pesado. E o que antes era nós, povos indígenas contra o governo, agora é uma parte de nós contra eles".
  • Doto Takakire Kaiapó, 47, do Pará: "Nossa presença aqui é importante, porque os parentes [como um indígena chama o outro] estão precisando de ajuda. A nossa terra é demarcada, mas a de muitos parentes não é. Vivem dizendo que 'é pouco índio para muita terra', mas são esses poucos índios que fazem o mundo respirar".
    7Doto Takakire Kaiapó, 47, do Pará: "Nossa presença aqui é importante, porque os parentes [como um indígena chama o outro] estão precisando de ajuda. A nossa terra é demarcada, mas a de muitos parentes não é. Vivem dizendo que 'é pouco índio para muita terra', mas são esses poucos índios que fazem o mundo respirar".
  • Txaywnhi Pataxó, 16, da Bahia: "Viemos com muitas reivindicações". "Nosso território não é demarcado, então estamos sem segurança", explicou o cacique Piki Pataxó, 58. "Sabemos que com esse governo vamos sofrer por quatro anos. Mas vamos lutar até o fim".
    8Txaywnhi Pataxó, 16, da Bahia: "Viemos com muitas reivindicações". "Nosso território não é demarcado, então estamos sem segurança", explicou o cacique Piki Pataxó, 58. "Sabemos que com esse governo vamos sofrer por quatro anos. Mas vamos lutar até o fim".
  • Ednaldo do Nascimento Pankararu, 29, de Pernambuco: "Querem acabar com a [Secretaria da] saúde indígena e transferir para o município. Mas a cidade não dá conta nem de quem mora lá. Como vamos fazer? Se acabarem mesmo [com a Sesai], vai ser como nadar e morrer no seco, porque esse é um direito que nós já conquistamos".
    9Ednaldo do Nascimento Pankararu, 29, de Pernambuco: "Querem acabar com a [Secretaria da] saúde indígena e transferir para o município. Mas a cidade não dá conta nem de quem mora lá. Como vamos fazer? Se acabarem mesmo [com a Sesai], vai ser como nadar e morrer no seco, porque esse é um direito que nós já conquistamos".
  • Valdirene Krahô, 40, do Tocantins: "Precisamos de agentes de saúde e professores. E toda vez que reivindicamos, sempre dizem que 'a coisa lá é difícil [se referindo ao Governo Federal]', então viemos aqui para Brasília, para pedir mais de perto".
    10Valdirene Krahô, 40, do Tocantins: "Precisamos de agentes de saúde e professores. E toda vez que reivindicamos, sempre dizem que 'a coisa lá é difícil [se referindo ao Governo Federal]', então viemos aqui para Brasília, para pedir mais de perto".