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‘Game of Thrones’, última temporada: o que aconteceu no capítulo 8x01

Repassamos o que aconteceu na estreia de ‘Reuniões de inverno’, da oitava temporada. Cuidado, ‘spoilers’

Game of Thrones 8x01
Kit Harington, no papel de Jon Snow, em uma imagem da oitava temporada de ‘Game of Thrones’.

A engrenagem dos Sete Reinos volta a funcionar. Game of Thrones está de volta e o faz pela última vez. Os seis capítulos da temporada que acaba de começar serão os últimos de uma série que terminará transformada em um fenômeno que ultrapassou a televisão. Como fazemos desde a quinta temporada, acompanharemos as seis últimas semanas de Game of Thrones com resumos semanais de cada episódio. Frases, momentos, personagens, situações, revelações, mortes... E como sempre, um último aviso óbvio: este texto contém muitos spoilers.

Uma recepção invernal

Episódio cheio de encontros e reencontros, com uma revelação muito importante, voos de dragões e muito frio. Os próprios créditos foram pintados de branco para mostrar o inverno que já chegou a Westeros. Retomamos a história pouco depois de onde a deixamos no final da temporada passada. E se a atmosfera é fria, também é gélida a recepção que o Norte dá ao exército de imaculados e a Daenerys e Jon. É claro que fazer ato de presença com dois dragões voando sobre suas cabeças não é algo que, logo de cara, faça você ganhar a confiança das pessoas... Arya também contempla o desfile como uma cidadã comum, com a chegada do Cão (que tinha dado como morto há várias temporadas), de Gendry, Tyrion e Varys em uma carroça e Missandei e Verme Cinzento, que não abrirão a boca em todo o capítulo. “Os nortenhos não confiam nos forasteiros”, tenta justificar Jon a Dany.

Dentro da Muralha, Jon e Bran finalmente se reencontram (veja quanto lhes custou...). E é a vez das apresentações e da saudação de Sansa e Daenerys. Muito frio outra vez. Sansa é toda desconfiança em relação a Daenerys, apesar desse “Winterfell é vossa, senhora”, que já tínhamos ouvido em um dos trailers. Mas Bran, sempre tão simpático, interrompe o momento apressando-os: a Muralha caiu e não há tempo a perder.

Já se sabe que “o Norte se lembra”. Mas o Norte se lembra de que Jon Snow era seu rei e que renunciou à coroa para se colocar ao lado de Daenerys. (Mais uma vez, quem se atreve a quebrar o gelo a esse respeito é Lyanna Mormont, pequena, mas valentona). “Tive de escolher entre manter minha coroa ou proteger o Norte. Escolhi o Norte”, diz Jon. Tyrion lhes diz que contarão com o exército dos Lannister na guerra (embora saiba que é mentira). E Sansa, sempre tão pragmática, questiona como alimentarão o maior exército jamais visto. Ao que se acrescenta uma preocupação extra: o que os dragões comem? De fato, embora Dany não dê importância, mais adiante se demonstrará que é uma preocupação com fundamento.

Outro reencontro importante: Sansa e Tyrion. Não se viam desde a morte de Joffrey. “Muitos subestimaram você. A maioria morreu”, reconhece Tyrion. Ela intui que Tyrion sabe que Cersei não irá apoiá-los, não importa o que diga. E de baixo, sempre vigilante do pátio do castelo, Bran, imperturbável, olha para eles. Logo depois, outro reencontro: Jon e Arya, que aproveita para lembrar Jon que não deve esquecer que é também da sua família (embora a esta altura do capítulo ainda não sabem de que forma o é na verdade...).

A partir da esquerda: Sophie Tuner, no papel de Sansa Stark; Kit Harington, como Jon Snow, e Emilia Clarke, que interpreta Daenerys Targaryen.
A partir da esquerda: Sophie Tuner, no papel de Sansa Stark; Kit Harington, como Jon Snow, e Emilia Clarke, que interpreta Daenerys Targaryen.

O pirata e a rainha

Vamos dar uma olhada nas coisas em Porto Real. Lá, Cersei vê a chegada da Companhia Dourada que Euron traz para servi-la na batalha. Comunicam-lhe que os caminhantes cruzaram a Muralha e ela acompanha como alguém que ouve chover. É a rainha Cersei, o que estávamos esperando? Em um dos barcos, a propósito, está Yara, de quem tínhamos perdido a pista desde que seu tio a sequestrou.

A Companhia Dourada contribui com 20.000 homens, 2.000 cavalos... mas nenhum elefante. Uma decepção para Cersei, que queria elefantes. No entanto, Euron acha que ter trazido essa frota merece uma recompensa carnal por parte da rainha, embora ela lhe diga que terá de esperar até que a guerra termine. No entanto, acaba concordando. Ela gosta da arrogância de Euron e também é bom para ela ter sexo com outro homem se quiser continuar a manter a relação com seu irmão em segredo. “Vou colocar um príncipe na sua barriga”. Ai, Euron, temo que seja tarde demais.

Com Bronn como protagonista e três mulheres sem nome, chega a cena de nus femininos e sexo gratuitos do episódio. Mas a diversão para Bronn não dura muito tempo porque chega o mestre Qyburn, a Mão da Rainha, para transmitir-lhe uma ordem da rainha: matar seus irmãos com uma balestra se a guerra não acabar com eles. “Que família complicada”, exclama Bronn.

Reencontro número... perdi a conta: Theon e Yara. Depois de matar um punhado de soldados, Theon chega até sua irmã e a resgata. A cena seguinte mostra-os em seu barco a caminho de casa, que Yara quer manter a salvo caso Daenerys e os outros necessitem de um lugar seguro depois da chegada dos caminhantes. Mas Theon irá para Winterfell para lutar no lado dos Stark.

Lena Headey, no papel de Cersei Lannister, em um fotograma da oitava temporada de ‘Game of Thrones’.
Lena Headey, no papel de Cersei Lannister, em um fotograma da oitava temporada de ‘Game of Thrones’.

Um mundo ideal... sobre dragões

Em Winterfell, mais nortenhos começam a dar as costas aos Starks porque sua lealdade é com Jon, não com Daenerys. Mas Jon e Dany vivem sua particular lua de mel gelada. Ela está preocupada em ter Sansa contra ela. Mas principalmente pelo fato que seus dragões não estão comendo o suficiente e não parecem felizes no Norte. Então, chega um dos momentos mais esperados: ver Jon montando um dragão. Com muita dificuldade e duras penas, ele o consegue em um voo entre penhascos gelados e paisagens nevadas com efeitos visuais medianos nos momentos em que aparecem sobre um dragão. O voo termina ao lado de cachoeiras com um beijo apaixonado, sempre vigiados pelos dragões. “Aqui faz frio para uma garota do sul.” “Pois, abrigue sua rainha.” Ai, os pombinhos...

Não tínhamos visto reencontros suficientes? Bem, ainda tem mais: Arya se aproxima da forja e lá encontra o Cão. “Que cadela mais fria. Talvez seja por isso que você continua viva.” Não poderíamos esperar palavras mais amáveis do Cão. E perdão pelo barbarismo, mas acho que não sou a única que shippea [que vê um possível relacionamento romântico] entre Arya e Gendry?

Kit Harington e Emilia Clarke interpretando os personagens de Jon Snow e Daenerys Targaryen na oitava temporada de ‘Game of Thrones’.
Kit Harington e Emilia Clarke interpretando os personagens de Jon Snow e Daenerys Targaryen na oitava temporada de ‘Game of Thrones’.

Aegon Targaryen

Mais uma vez Sansa deixa claro a Jon sua desconfiança em relação a Daenerys. Enquanto isso, a Khaleesi agradecerá Sam por ter curado Jorah no passado e o tiro sai pela culatra: acaba reconhecendo que matou seu pai e seu irmão. Um choroso Sam sai ao pátio e tem o azar de encontrar o imperturbável Bran, que diz a ele que é hora de contar a Jon quem ele realmente é, e Sam é quem deveria dizer isso a ele, por ser aquele em quem mais confia.

Então passamos a mais um reencontro, aquele protagonizado por Jon e Sam na cripta de Winterfell. O encontro começa complicado porque Sam joga na cara de Daenerys que esta executou seu pai e seu irmão. E assim como quem não quer nada, a conversa acaba levando a que Jon não deveria ser rei no Norte, mas deveria ser o rei dos Sete “complicados” Reinos. Da boca de Sam, Jon descobre que não é Jon, que é Aegon Targaryen, filho de Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen, e que é o herdeiro do Trono de Ferro, aquele pelo qual luta Daenerys. “Você renunciou à sua coroa para salvar seu povo. Ela faria o mesmo?”, pergunta Sam.

A Muralha em ruínas

Para nossa tranquilidade, e embora já o intuíssemos, Tormund e Beric Dondarrion sobreviveram à passagem do exército de caminhantes pela Muralha e agora avaliam os danos. Tudo está destruído. Nesse percurso, encontram o jovem Umber pregado no muro como um aviso dos Caminhantes. Mas a criança não estava morta, é um zumbi e, entre ruídos assustadores e contorções, o queimam. Outra criança que vemos queimar nesta série, embora esta fosse um zumbi na verdade.

E, para terminar, a chegada a Winterfell de um cavaleiro encapuzado chama nossa atenção: sim, é Jaime Lannister, que pisa no território Stark. E quem é o primeiro que ele encontra? Surpresa: Bran Stark! Esse menino que no capítulo 1 ele jogou de uma torre e pensava que havia matado! O melhor dos reencontros, é claro, ficou para o final.

Em suma, um episódio com muita coisa (só faltam cinco capítulos, não há tempo a perder, como disse Bran), em que nos encontramos de novo no mapa de alianças e confrontos, e que coloca os personagens em situação de encarar os próximos episódios. A Grande Guerra se aproxima.

Contagem de mortes:

• Sete ou oito soldados da Companhia Dourada. Assassinos: Theon e seus soldados. Forma de morrer: flechados.

• O jovem Umber. Assassinos: exército de caminhantes (e assassinos definitivos, Beric e companhia). Forma de morrer: pregado em um muro e queimado posteriormente.

Contagem de Ressurreições:

É um clássico nas recapitulações da quinta temporada. Somos pessoas que não perdem a fé que vários mortos voltem à vida nesta série. Por enquanto, nenhum. Mas veremos no futuro.

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