Seleccione Edição
Login

Supremo dos EUA apoia veto migratório de Trump

Presidente norte-americano proibiu a entrada de imigrantes de cinco países de maioria muçulmana

Imagens de um protesto em Washington contra a decisão do Supremo.
Imagens de um protesto em Washington contra a decisão do Supremo. AFP

Donald Trump conseguiu uma grande vitória política nesta terça-feira, com a bênção da Suprema Corte dos Estados Unidos ao seu polêmico veto migratório para vários países de maioria muçulmana. O tribunal superior, formado por uma maioria conservadora, aprovou o decreto do presidente dos EUA com cinco votos a favor e quatro contra.

Para o republicano, a resolução representa um reconhecimento de especial relevância neste momento conturbado de sua política migratória, cuja mais recente polêmica, a separação de crianças e pais indocumentados, o levou a retificar sua doutrina de tolerância zero na fronteira. "Esta decisão é também um momento de defesa especial depois de meses de comentários histéricos da mídia e de políticos democratas que se recusam a fazer o que é necessário para proteger nossa fronteira e nosso país", disse Trump em seu comunicado.

Trump aprovou um veto a sete países de maioria muçulmana com o argumento de garantir a segurança nacional poucos dias depois de assumir poder, no início de 2017. Mas os tribunais derrubaram o decreto logo depois por considerá-lo discriminatório contra cidadãos de uma religião. Depois Trump emitiu um novo decreto um pouco mais ameno, mas na mesma linha, que também foi suspenso pelos juízes de instâncias inferiores à Suprema Corte. O mesmo aconteceu com um terceiro decreto, que agora foi endossado.

A Suprema Corte dos EUA considera que o veto à imigração não viola a primeira emenda da Constituição, que impede o Governo de favorecer uma religião em detrimento de outra, e ratifica o poder presidencial ao decidir quem entra nos Estados Unidos. Durante a campanha eleitoral, o próprio Trump havia dado argumentos aos detratores deste veto, afirmando que era necessário proibir a entrada de "muçulmanos" no país para reduzir os riscos do terrorismo islâmico.

MAIS INFORMAÇÕES