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Bitcoin cai para menos de 10.000 dólares e já vale metade da cotação recorde

A criptomoeda acumula problemas pelas ressalvas de alguns países sobre sua segurança

Caixa eletrônico de bitcoins em Tel Aviv, Israel, em 17 de janeiro.
Caixa eletrônico de bitcoins em Tel Aviv, Israel, em 17 de janeiro. AFP

A surpresa financeira de 2017 começou muito mal o ano novo. O bitcoin, a moeda virtual que subiu vertiginosamente nos últimos meses, vem caindo seguidamente e já vale menos de 10.000 dólares (cerca de 32.210 reais). Em relação à cotação de meados de dezembro, quando bateu recordes, a moeda virtual já perdeu cerca de 50% do valor.

É cedo para antecipar o crash do qual muitos especialistas falam há algum tempo. Mas o bitcoin acumula problemas. Alguns vêm da Ásia, continente que acolheu a criptomoeda com autêntico fervor. Assim, o Governo da Coreia do Sul, terceiro país do mundo com maior volume de trocas em moedas virtuais, avisou que pode proibir o comércio de bitcoins. De acordo com uma pesquisa recente, um de cada dez sul-coreanos investiu nesses ativos. Na China, as autoridades também aumentaram sua desconfiança diante da nova tecnologia que se baseia no blockchain. Essas dúvidas se juntam às já manifestadas pelos reguladores dos dois lados do Atlântico, inclusive os brasileiros.

A decadência do bitcoin — ainda não está claro se é passageira ou profunda — tem muitos pais. Especialistas de Silicon Valley a atribuem à proximidade do Ano Novo Chinês, data em que grandes massas de população do país asiático viajam para estar com suas famílias, razão pela qual aumentam as necessidades de dinheiro. Independentemente de essas quedas sinalizarem um futuro colapso ou não, a queda dos últimos dias é a maior já experimentada pela criptomoeda.

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