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Por que o Twitter continua sem deixar você editar as suas mensagens

A rede social incorpora novidades, mas não a mais pedida pelos usuários

Por que o Twitter continua sem deixar você editar as suas mensagens
REUTERS

Jack Dorsey, fundador e CEO do Twitter, aproveitou o final de 2016 para lançar uma pergunta aos usuários da plataforma: “O que vocês querem que o Twitter melhore ou crie em 2017?”. A resposta mais repetida era que fosse permitida a edição dos tuítes, e o próprio Dorsey disse que “estavam pensando muito nisso”. Por isso, depois do anúncio dos 280 caracteres – e neste 10 de novembro o dos nomes de até 50 –, uma das queixas mais repetidas tem sido: “Por que se faz essa melhora e continuamos sem poder editar mensagens?”. Atualmente, a única forma de corrigir uma mensagem no Twitter é eliminando-a e reescrevendo-a. Além de perder toda a repercussão que tenha tido em retuítes (que desaparecem), também ficam órfãs as conversas que possa ter gerado: desaparecerá das páginas que a tenham inserido, e tanto as consultas ao tuíte como suas respostas conduzirão a uma tela em que se lê que a página não existe.

As mensagens nas quais os usuários criticam o Twitter por dar prioridade a outras mudanças em vez do botão de edição são uma constante há anos na rede social. Também ocorreu, por exemplo, quando mudaram o botão de “fav” pelo de “like” em 2015. Nesse mesmo ano, Kevin Weil (chefe de produto da empresa naquela época) explicou em uma conferência que existiam “desafios reais para poder editar tuítes depois de publicá-los”.

Segundo Weil, o problema não era apenas técnico, mas estava relacionado também com a viralidade e imediatismo dos tuítes. Por exemplo, se um usuário retuíta uma mensagem e o autor muda drasticamente seu conteúdo, as conversas desencadeadas poderiam deixar de ter sentido. No pior dos casos, um usuário poderia publicar uma mensagem benigna e, quando viralizasse, mudar seu conteúdo por algo ofensivo.

O Facebook permite a edição de suas mensagens e, para tentar evitar o problema ao qual Weil alude, é possível consultar as mudanças que foram feitas em qualquer post. Para consultá-las, é preciso clicar nos três pontos que aparecem na parte superior de uma publicação e escolher a opção “ver histórico de edições”. Mesmo com essa opção há quem utilize a função de editar para o trole, como o jovem que modificou uma mensagem de 2015 um ano depois e fez milhares de usuários pensarem que havia adivinhado, entre outras coisas, a morte de Prince.

Mensagem como a do usuário do Facebook Pablo Reyes fez com que muitos acreditassem que tinha “adivinhado” fatos futuros: “Chamem-me de louco, mas em 2016 Hillary Clinton será a primeira mulher presidente, o mundo ficará louco com a morte de um gorila, Prince morrerá, Mohammed Ali morrerá, Kimbo Slice morrerá, Donald Trump morrerá, os Estados Unidos sofrerão seu pior tiroteio em massa... Não estou tentando assustar ninguém, mas você se lembrará do meu nome”. Embora o original tivesse sido escrito em 2015, ele editou novamente em junho de 2016.
Mensagem como a do usuário do Facebook Pablo Reyes fez com que muitos acreditassem que tinha “adivinhado” fatos futuros: “Chamem-me de louco, mas em 2016 Hillary Clinton será a primeira mulher presidente, o mundo ficará louco com a morte de um gorila, Prince morrerá, Mohammed Ali morrerá, Kimbo Slice morrerá, Donald Trump morrerá, os Estados Unidos sofrerão seu pior tiroteio em massa... Não estou tentando assustar ninguém, mas você se lembrará do meu nome”. Embora o original tivesse sido escrito em 2015, ele editou novamente em junho de 2016.

A possível solução passaria por uma edição temporária, na qual as mensagens poderiam ser modificadas, mas somente durante um curto espaço de tempo – minutos – após a publicação. É assim que funciona atualmente a opção de apagar nas mensagens do WhatsApp. Isso permitiria consertar pequenos erros de ortografia sem o risco de modificação de uma mensagem que, transcorridas horas ou dias, se tenha popularizado. Dorsey levantou essa possibilidade em conversa no Twitter:

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