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Armado com a Bíblia em território narco

O pastor André Assis chega com sua Bíblia aonde o Estado só entra com blindados e fuzis

  • O pastor André Assis prega no coração das favelas do Rio de Janeiro, ali onde nem o correio chega. Na foto, caminha junto a um traficante pelas ruas da Maré.
    1O pastor André Assis prega no coração das favelas do Rio de Janeiro, ali onde nem o correio chega. Na foto, caminha junto a um traficante pelas ruas da Maré.
  • A travessia do pastor é ingrata. A fé de seus seguidores concorre com armas, mulheres, drogas e poder, mas, cedo ou tarde, alguns dos traficantes acabarão procurando ele. As refêrencias a Jesus são comuns nas favelas do Rio.
    2A travessia do pastor é ingrata. A fé de seus seguidores concorre com armas, mulheres, drogas e poder, mas, cedo ou tarde, alguns dos traficantes acabarão procurando ele. As refêrencias a Jesus são comuns nas favelas do Rio.
  • No coração das comunidades do Rio não chegam os técnicos da companhia de luz, tampouco há creches, nem bibliotecas, muito menos saneamento básico. Há, porém, um número cada vez maior de templos evangélicos. Nos últimos 40 anos, os evangélicos passaram de 5,2% a 22,2% da população, além de ter consolidado uma bancada parlamentar capaz de pautar a agenda do Congresso.
    3No coração das comunidades do Rio não chegam os técnicos da companhia de luz, tampouco há creches, nem bibliotecas, muito menos saneamento básico. Há, porém, um número cada vez maior de templos evangélicos. Nos últimos 40 anos, os evangélicos passaram de 5,2% a 22,2% da população, além de ter consolidado uma bancada parlamentar capaz de pautar a agenda do Congresso.
  • Perdido no vício, Luiz, hoje seguidor do pastor, chegou a liderar um ponto de venda de drogas em sua favela – um cargo relativamente respeitado dentro do crime. Diz que ganhava 6.500 reais por semana, 20 vezes mais do que receberia hoje como pintor.
    4Perdido no vício, Luiz, hoje seguidor do pastor, chegou a liderar um ponto de venda de drogas em sua favela – um cargo relativamente respeitado dentro do crime. Diz que ganhava 6.500 reais por semana, 20 vezes mais do que receberia hoje como pintor.
  • Os grupos de adolescentes ameaçadores que vigiam as ruas se desarmam diante do chamamento do pastor. Ninguém questiona ou se incomoda com a sua presença. Nem tampouco com a da reportagem. O pastor representa a única autoridade –além de seus chefes– que eles respeitam. E temem.
    5Os grupos de adolescentes ameaçadores que vigiam as ruas se desarmam diante do chamamento do pastor. Ninguém questiona ou se incomoda com a sua presença. Nem tampouco com a da reportagem. O pastor representa a única autoridade –além de seus chefes– que eles respeitam. E temem.
  • O pastor percorre as favelas aocmpanhado dos seus seguidores, homens que trocaram as drogas por Deus. Os alunos, como Assis chama seus pupilos, fazem jejum de purificação e, ajoelhados em bancos de igreja de costas para o que seria o altar, rezam todos juntos em voz alta. “Criei este lugar porque percebi que meu trabalho estava incompleto. Uma vez, numa das situações mais chocantes da minha vida, um traficante me chamou. Chorava e implorava que o tirasse dali. Não pude ajudar, não tinha aonde levá-lo”, conta o pastor ao se referir ao Instituto Revivendo com Cristo.
    6O pastor percorre as favelas aocmpanhado dos seus seguidores, homens que trocaram as drogas por Deus. Os alunos, como Assis chama seus pupilos, fazem jejum de purificação e, ajoelhados em bancos de igreja de costas para o que seria o altar, rezam todos juntos em voz alta. “Criei este lugar porque percebi que meu trabalho estava incompleto. Uma vez, numa das situações mais chocantes da minha vida, um traficante me chamou. Chorava e implorava que o tirasse dali. Não pude ajudar, não tinha aonde levá-lo”, conta o pastor ao se referir ao Instituto Revivendo com Cristo.
  • Faz dez anos que Assis se movimenta pelo submundo do crime do Rio de Janeiro, onde uma pessoa morre assassinada a cada 80 minutos. Seu propósito de salvar almas do tráfico e do consumo de drogas començou nas prisões e o acabou levando a Igreja Assembleia de Deus Tempo de Restauração a territórios infranqueáveis, ali onde as autoridades só entra com blindados e disparos.
    7Faz dez anos que Assis se movimenta pelo submundo do crime do Rio de Janeiro, onde uma pessoa morre assassinada a cada 80 minutos. Seu propósito de salvar almas do tráfico e do consumo de drogas començou nas prisões e o acabou levando a Igreja Assembleia de Deus Tempo de Restauração a territórios infranqueáveis, ali onde as autoridades só entra com blindados e disparos.
  • Faz dez anos que Assis se movimenta pelo submundo do crime do Rio de Janeiro, onde uma pessoa morre assassinada a cada 80 minutos. Seu propósito de salvar almas do tráfico e do consumo de drogas começou nas prisões e o acabou levando da Igreja Assembleia de Deus Tempo de Restauração a territórios impenetráveis, ali onde as autoridades só entram com blindados e disparos.
    8Faz dez anos que Assis se movimenta pelo submundo do crime do Rio de Janeiro, onde uma pessoa morre assassinada a cada 80 minutos. Seu propósito de salvar almas do tráfico e do consumo de drogas começou nas prisões e o acabou levando da Igreja Assembleia de Deus Tempo de Restauração a territórios impenetráveis, ali onde as autoridades só entram com blindados e disparos.
  • Por via das dúvidas, Assis esclarece que seu trabalho é sustentado com doações e que nunca aceitou um centavo do crime. “Sou como uma garça branca. Vivo pisando no barro, mas nunca me sujo”, define. O pastor adora metáforas com pássaros.
    9Por via das dúvidas, Assis esclarece que seu trabalho é sustentado com doações e que nunca aceitou um centavo do crime. “Sou como uma garça branca. Vivo pisando no barro, mas nunca me sujo”, define. O pastor adora metáforas com pássaros.
  • Nos últimos 40 anos, os evangélicos passaram de 5,2% a 22,2% da população, além de ter consolidado uma bancada parlamentar capaz de pautar a agenda do Congresso. “A igreja passou a ser um show, mas Jesus vivia no meio dos pecadores, das prostitutas, dos bandidos. E acredito que essa é a minha missão”, diz Assis.
    10Nos últimos 40 anos, os evangélicos passaram de 5,2% a 22,2% da população, além de ter consolidado uma bancada parlamentar capaz de pautar a agenda do Congresso. “A igreja passou a ser um show, mas Jesus vivia no meio dos pecadores, das prostitutas, dos bandidos. E acredito que essa é a minha missão”, diz Assis.