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Ataque à Assembleia Nacional

Venezuela entrou no mês que vai decidir seu futuro político e institucional

De Grazia é transportado após ter sido ferido
De Grazia é transportado após ter sido ferido AP

A Venezuela entrou no mês que vai decidir seu futuro político e institucional mergulhada em uma espiral de violência política que a cada dia vai somando episódios mais graves.

Soma-se à tragédia das vítimas fatais quase diárias nas manifestações contra o regime de Nicolás Maduro – que na próxima segunda-feira irão cumprir 100 dias ininterruptos – e que já alcançou a cifra de 90, o ataque ocorrido ontem contra a Assembleia Nacional venezuelana tanto de partidários do chavismo como do próprio Executivo venezuelano.

É alarmante a entrada na Assembleia Nacional, sem aviso prévio, do vice-presidente, Tarek El Aissami – incluído em uma lista de sanções dos EUA por suas supostas ligações com o tráfico de drogas –, para realizar um ato político pelo Dia da Independência venezuelana. Pior foi o que aconteceu depois quando militantes chavistas agrediram simpatizantes da oposição presentes no edifício e seus arredores além de alguns parlamentares.

Trata-se de mais uma violação da legalidade por um regime que está concentrando nas pseudo-eleições constituintes do próximo dia 30 seus esforços para construir um Estado paralelo no qual não terá nenhum impedimento para exercer seu poder autoritário. Por mais que Maduro insista que a Venezuela está vivendo uma epopeia, o que está realmente acontecendo é uma atroz tentativa de liquidar a democracia em um dos principais países do continente americano.

A oposição convocou para o próximo dia 16 um referendo contra a Assembleia Constituinte. Esta iniciativa será um marco na evolução da crise venezuelana que parece cada vez mais fora de controle. O que acontecer ao redor da votação e da reação do regime irá medir as forças tanto da oposição democrática quanto de Maduro e seus seguidores.

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