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Uma médica morta e seis feridos em um tiroteio em hospital de Nova York

Polícia informa que o homem que atirou em um hospital tirou a própria vida depois de se atrincheirar

Equipe médica do hospital
Equipe médica do hospital AFP

Um ex-funcionário do Hospital Lebanon do Bronx, em Nova York, abriu fogo essa sexta-feira contra seus ex-colegas no centro de saúde, matando uma médica e ferindo outras seis pessoas, três das quais estariam em estado grave. O agressor, identificado como Henry Bello, antigo médico de família do hospital, se matou depois de cometer o crime. O FBI descartou que tenha sido um ato terrorista.

“Não foi um ato terrorista, mas é igualmente trágico”, avaliou o prefeito de Nova York, Bill de Blasio “ele se matou depois de provocar um dano horrível”. De Blasio evitou entrar em detalhes, porque os investigadores estão tentando “encaixar as peças”. Apenas disse que a pessoa assassinada era uma médica e que os feridos estavam lutando por suas vidas.

O incidente ocorreu às 14h45, hora local (15h45 horário de Brasília). O Hospital Lebanon está localizado em Morning Heights. De acordo com a versão dada por testemunhas, o tiroteio ocorreu em um dos andares superiores do hospital, que foi completamente tomado pela polícia. Os doentes ficaram confinados em seus quartos.

Valerie Castro, paciente do hospital, comentou que sentiu muito medo, “não sabíamos o que fazer. Todo mundo estava gritando código vermelho e pedindo que fechássemos as portas.” Outra testemunha viu como uma das vítimas, que era médico, foi baleado na mão. “Fechei a porta do quarto e nos jogamos todos no chão”, acrescentou outra paciente, “não sabíamos o que ele ia fazer”.

A situação foi controlada duas horas depois e o incidente está sendo tratado como um crime. Aparentemente, o agressor usou um rifle. Ele se atrincheirou no 16° andar do hospital e demorou uma hora para ser encontrado. Não se sabe o motivo do ataque, mas a equipe médica do hospital não se surpreendeu ao ouvir seu nome, porque o médico tinha sido demitido há dois anos.

O chefe da polícia de Nova York, James O'Neill, explicou que os alarmes contra incêndio foram ativados porque acham que o agressor tentou colocar fogo em si mesmo. A pessoa assassinada ainda não foi identificada. Bill de Blasio reiterou que se trata de um “incidente isolado”. Apenas algumas semanas atrás a polícia realizou uma simulação em outro hospital da cidade.

Nova York é uma das cidades norte-americanas com as regras mais rigorosas para o porte de armas. Marcos Crespo, representante democrata, fez um chamado para um sério debate sobre esta questão. “Aconteceu em um hospital”, afirmou, ao mesmo tempo em que pediu um reforço nas medidas de segurança “para evitar que alguém volte a fazer o mesmo”.

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