Quem são os juízes do TSE que decidem se cassam o mandato do presidente Temer

A corte é formada por três ministros do Supremo Tribunal Federal, dois do Superior Tribunal de Justiça, e dois membros da classe dos advogados, que foram recentemente indicados pelo Planalto

  • O presidente, desde maio do ano passado, é o ministro do Supremo Gilmar Mendes, polêmico por sua aproximação com o presidente Michel Temer e com os tucanos, autores da ação que agora julga. É visto com suspeita por ter trabalhado para que o processo de cassação da chapa Dilma-Temer fosse adiante, muito embora uma ministra do TSE tivesse pedido arquivamento. Agora, atua claramente para evitar a cassação de Temer, com quem teve encontros fora da agenda diversas vezes entre 2016 e este ano.
    1O presidente, desde maio do ano passado, é o ministro do Supremo Gilmar Mendes, polêmico por sua aproximação com o presidente Michel Temer e com os tucanos, autores da ação que agora julga. É visto com suspeita por ter trabalhado para que o processo de cassação da chapa Dilma-Temer fosse adiante, muito embora uma ministra do TSE tivesse pedido arquivamento. Agora, atua claramente para evitar a cassação de Temer, com quem teve encontros fora da agenda diversas vezes entre 2016 e este ano. AFP
  • O vice-presidente da Corte é o também ministro do STF, Luiz Fux, indicado para a Suprema Corte brasileira por Dilma Rousseff, em 2011. Foi um dos juízes mais duros com os petistas no mensalão. Durante o julgamento no TSE, mostrou-se mais alinhado com o relator Herman Benjamin, que se contrapõe a Gilmar Mendes.
    2O vice-presidente da Corte é o também ministro do STF, Luiz Fux, indicado para a Suprema Corte brasileira por Dilma Rousseff, em 2011. Foi um dos juízes mais duros com os petistas no mensalão. Durante o julgamento no TSE, mostrou-se mais alinhado com o relator Herman Benjamin, que se contrapõe a Gilmar Mendes. AFP
  • Antonio Hernan Benjamin, o relator do caso, ocupa uma das vagas destinadas ao STJ, para o qual foi indicado ministro em 2006 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o escolheu em uma lista feita por seus pares. Benjamin tem se destacado por se contrapor a Gilmar Mendes,  defendendo a cassação do mandato do presidente Michel Temer. Mas foi voto vencido na solicitação de que os depoimentos feitos por executivos da Odebrecht ao TSE fossem considerados provas no julgamento.
    3Antonio Hernan Benjamin, o relator do caso, ocupa uma das vagas destinadas ao STJ, para o qual foi indicado ministro em 2006 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o escolheu em uma lista feita por seus pares. Benjamin tem se destacado por se contrapor a Gilmar Mendes, defendendo a cassação do mandato do presidente Michel Temer. Mas foi voto vencido na solicitação de que os depoimentos feitos por executivos da Odebrecht ao TSE fossem considerados provas no julgamento. AFP
  • Tarcisio Vieira de Carvalho Neto foi indicado em abril para a vaga principal por Michel Temer, e viveu a mesma suspeita que Gonzaga Neto. Antes mesmo do julgamento, era previsto que ele votaria contra a cassação. Ele ocupava a vaga de juiz substituto desde 2014. É membro da Comissão Especial de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil e professor adjunto da Universidade de Brasília.
    4Tarcisio Vieira de Carvalho Neto foi indicado em abril para a vaga principal por Michel Temer, e viveu a mesma suspeita que Gonzaga Neto. Antes mesmo do julgamento, era previsto que ele votaria contra a cassação. Ele ocupava a vaga de juiz substituto desde 2014. É membro da Comissão Especial de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil e professor adjunto da Universidade de Brasília. AFP
  • O outro membro do STJ é Napoleão Nunes Maia Filho, também escolhido por Lula por encabeçar a lista feita por seus pares, em 2007. Ele foi citado por um dos delatores da JBS por ter, segundo o executivo da empresa  Francisco de Assis e Silva, ter intercedido em favor da gigante frigorífica em um processo.
    5O outro membro do STJ é Napoleão Nunes Maia Filho, também escolhido por Lula por encabeçar a lista feita por seus pares, em 2007. Ele foi citado por um dos delatores da JBS por ter, segundo o executivo da empresa Francisco de Assis e Silva, ter intercedido em favor da gigante frigorífica em um processo. AFP
  • A ministra Rosa Weber ocupa a terceira cadeira dedicada ao STF e também foi indicada para a Corte pela ex-presidenta Dilma Rousseff. É a que menos tem falado durante o julgamento, mas já se mostrou alinhada com o relator.
    6A ministra Rosa Weber ocupa a terceira cadeira dedicada ao STF e também foi indicada para a Corte pela ex-presidenta Dilma Rousseff. É a que menos tem falado durante o julgamento, mas já se mostrou alinhada com o relator. EFE
  • O advogado Admar Gonzaga Neto ocupa outra das vagas de sua classe. Ele está na Corte deste 2013, quando passou a atuar como ministro substituto, indicado por Dilma. Em março deste ano, ganhou a vaga permanente após indicação de Michel Temer, o que fez crer que atuaria a favor do presidente. Foi um dos que votou contra o uso dos depoimentos da Odebrecht como prova neste julgamento. Já trabalhou na assessoria jurídica de diversos partidos e campanhas, incluindo a da própria Rousseff, em 2010.
    7O advogado Admar Gonzaga Neto ocupa outra das vagas de sua classe. Ele está na Corte deste 2013, quando passou a atuar como ministro substituto, indicado por Dilma. Em março deste ano, ganhou a vaga permanente após indicação de Michel Temer, o que fez crer que atuaria a favor do presidente. Foi um dos que votou contra o uso dos depoimentos da Odebrecht como prova neste julgamento. Já trabalhou na assessoria jurídica de diversos partidos e campanhas, incluindo a da própria Rousseff, em 2010. AFP