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O que se sabe sobre o atentado no show de Ariana Grande em Manchester

Todos os detalhes do ataque terrorista ocorrido ao final da apresentação da cantora norte-americana

Explosión Manchester Arena
A polícia atende vários jovens no local do atentado. Getty

Pelo menos 22 pessoas morreram e outras 59 ficaram feridas nesta segunda-feira, incluindo crianças e adolescentes, por causa de uma explosão ao final de um show da cantora Ariana Grande no ginásio Manchester Arena. Estes são os dados já confirmados pela polícia:

  • O que ocorreu? A explosão aconteceu às 22h33 (18h33 em Brasília) no exterior do pavilhão Manchester Arena, após um show da artista norte-americana Ariana Grande. A organização do espetáculo confirmou em sua conta do Twitter que a explosão aconteceu “fora do vestíbulo, numa área pública”, na área que liga o pavilhão à vizinha estação ferroviária Victoria.
  • Qual é o balanço de vítimas? A polícia confirmou pelo menos 22 mortos e 59 feridos, que estão sendo atendidos em seis hospitais. Há várias crianças entre os mortos. Não se sabe quantas pessoas estavam no ginásio na hora do atentado, que tem capacidade para 21.000 espectadores. Foram feitas mais de 240 chamadas aos serviços de emergência, que mobilizaram 60 ambulâncias e 400 agentes.
  • Busca de desaparecidos. Várias pessoas continuam nesta manhã procurando familiares e amigos que assistiram ao show. Depois da tragédia, dois hotéis próximos ao Manchester Arena, o Holiday Inn e o Premier Inn, acolheram durante a noite os menores que se perderam. Particulares e hotéis ofereceram pela Internet, com a hashtag #RoomForManchester, quartos aos espectadores do show que não conseguissem voltar para suas casas.
  • Sabe-se quem é o autor? A Polícia identificou o britânico, descendente de uma família líbia, Salman Abedi, 22 anos, como suspeito de ser o terrorista suicida. As forças de segurança já tratavam o incidente como um “atentado terrorista”, quando o Estado Islâmico assumiu o ataque. O chefe da Polícia do Manchester, Ian Hopkins, informou que o atentado foi cometido por um só homem, com um artefato explosivo improvisado, e que ele morreu após acionar a carga. “A prioridade é determinar se ele estava atuando sozinho ou era parte de uma rede”, salientou Hopkins. A primeira-ministra britânica, Theresa May, informou nesta terça-feira que a Polícia acredita ter identificado ao autor do ataque, mas observou que seus dados ainda não podem ser divulgados. Por enquanto, três pessoas foram detidas suspeitas de participar do ataque.
  • Pode haver mais bombas? A polícia de Manchester realizou uma explosão controlada de um volume suspeito, que se constatou ser roupa abandonada. Os serviços de trens foram suspensos na estação Victoria, um entroncamento importante da cidade, que reúne linhas de trens e trams (tipo de bonde elétrico) e que fica perto do estádio, e todas as linhas foram paralisadas. A Polícia Metropolitana de Londres, por sua vez, anunciou a reabertura da estação de ônibus de Victoria, na capital britânica, depois de descartar que um pacote que tinha sido encontrado fosse “suspeito”.
  • Qual é o nível de alerta do Reino Unido? O grau de ameaça de atentados é “severo”, o segundo mais alto na escala das autoridades, e significa que é altamente provável que haja atentados. O primeiro grau é “crítico”, que é ativado em caso de ameaça iminente. May convocou uma reunião do comitê Cobra de crise. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, já anunciou que será reforçada a segurança nas ruas da capital. “Os londrinos verão mais policiais em nossas ruas”, disse Khan. Também foi ampliada a segurança em Manchester e no transporte público de todo o país.
  • Primeiras consequências do atentado. Foram suspensos os atos da campanha eleitoral para as eleições de 8 de junho e Ariana Grande, que deveria se apresentar no O2 de Londres na quinta-feira, cancelou sua turnê, que incluía uma parada em Barcelona. “Arrasada. Do fundo do meu coração, sinto muitíssimo. Não tenho palavras”, escreveu no Twitter.
  • O último atentado em solo britânico foi exatamente há dois meses e causou cinco mortes e 40 feridos em Londres, perto do Parlamento, quando um homem investiu com seu carro contra uma multidão e apunhalou um policial.
  • O desta segunda-feira é o atentado mais grave sofrido no Reino Unido desde julho de 2005, quando uma série de atentados suicidas resultou em 52 mortos, entre eles quatro homens-bomba, e deixou 700 feridos no metrô e em um ônibus de Londres. A autoria desta ataque foi assumida por um grupo que dizia pertencer ao Al Qaeda.

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