_
_
_
_

Equipe de Macron denuncia “ação de pirataria maciça” de documentos internos

A coalizão Em Marcha! afirma que os arquivos foram obtidos há várias semanas Teriam sido hackeados os endereços de email pessoais e profissionais da campanha

M. B.
Emmanuel Macron, em uma foto de 11 de abril.
Emmanuel Macron, em uma foto de 11 de abril.SEBASTIEN BOZON (AFP)
Mais informações
As mentiras de Marine Le Pen sobre a Europa
Le Pen a Macron: “A França será governada por uma mulher. Eu ou Merkel”

A equipe do candidato à presidência francesa Emmanuel Macron denunciou nesta sexta-feira “uma ação de pirataria maciça e coordenada” que resultou na difusão em redes sociais de informações internas de seu partido, o Em Marcha!

A publicação de correios eletrônicos, contratos e documentos contábeis ocorreu pouco antes do final oficial da campanha eleitoral e a menos de dois dias do segundo turno. As pesquisas preveem uma vitória ampla do centrista Macron sobre sua rival, Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional.

É difícil pensar que, a 32 horas da eleição, a publicação dos e-mails, batizados por seus difusores como Macronleaks, tenha algum efeito no resultado. Mas pode contribuir para enlamear eleições que foram disputadas sob a ameaça de uma operação de ingerência semelhante à que ocorreu nas presidenciais norte-americanas de novembro de 2016.

O partido de Le Pen, a Frente Nacional, não tardou em tentar se beneficiar. Florian Philippot, vice-presidente da FN e braço direito de Le Pen, comentou na rede social Twitter: “Os Macronleaks nos contarão coisas que o jornalismo de investigação deliberadamente omitiu? Espantoso este naufrágio democrático”.

Os documentos, segundo um comunicado do Em Marcha!, procedem de contas pessoais e profissionais da equipe de campanha e foram obtidos há algumas semanas no âmbito de uma das múltiplas operações de pirataria de que o partido foi alvo. Há alguns dias, um relatório da empresa japonesa Trend Micro afirmou que por trás desses ataques se encontrava o mesmo grupo russo que pirateou as contas da equipe de Hillary Clinton durante a campanha dos EUA. Clinton acabou perdendo para o atual presidente, Donald Trump.

O Em Marcha! Descreve a divulgação dos documentos, faltando poucas horas para a abertura dos colégios eleitorais, como “uma operação que manifestamente representa uma desestabilização democrática, como se viu nos Estados Unidos durante a última campanha presidencial”.

O comunicado ressalta que os documentos internos roubados são legais e avisa que entre os arquivos difundidos se encontram alguns falsos “para semear a dúvida e a desinformação”.

Mais informações

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Recomendaciones EL PAÍS
_
_