Copa do Mundo 2018

FIFA confirma uso do árbitro de vídeo na Copa do Mundo de 2018

Infantino diz que o VAR estará no Mundial da Rússia depois de “resultados muito positivos” nos testes realizados

Gianni Infantino, no congresso da Conmebol.
Gianni Infantino, no congresso da Conmebol.CLAUDIO REYES (AFP)

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou que o árbitro de vídeo será usado na Copa do Mundo de 2018 para solucionar erros fundamentais das partidas. “Teremos o árbitro de vídeo no Mundial de 2018 porque até agora os resultados foram muito positivos”, disse Infantino no discurso de inauguração do 67.o Congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), nesta quarta-feira, em Santiago.

“Não é possível que, em 2017, todo mundo no estádio ou em casa veja, em questão de segundos, se o juiz cometeu um erro – sendo ele mesmo o único que não pode ver”, afirmou o Infantino. A entidade máxima do futebol mundial pretende implementar o uso do árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) para esclarecer lances fundamentais para o desenvolvimento do esporte, como um gol fantasma, um pênalti ou uma falha na identificação do jogador que tenha cometido uma falta punida com cartão.

O VAR foi testado no último Mundial de Clubes, disputado no Japão em dezembro, assim como em diversas partidas amistosas, como o recente duelo entre França e Espanha – no qual a tecnologia teve um papel decisivo em jogadas importantes para o placar final.

Conmebol: seis vagas diretas e uma repescagem

Gianni Infantino anunciou que a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) terá seis vagas de classificação direta e uma de repescagem para o Mundial 2026. No final de março, a FIFA revelou a proposta de vagas para esse torneio, o primeiro a contar com 48 seleções, e Infantino confirmou a expansão dos lugares para as seleções sul-americanas.

“A partir da Copa de 2026, teremos 48 equipes (...). É importante para o futebol mundial contar com mais representação. Por isso, a Conmebol não terá quatro vagas e meia como até agora, e sim seis vagas e meia”, explicou Infantino. O projeto da FIFA apresentado em março indicava a possibilidade de conferir 16 vagas à Europa, nove à África, oito para a Ásia, seis para a Conmebol, seis para a Concacaf e uma para a Oceania, totalizando 46.