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Microsoft, Amazon e Expedia se unem ao Estado de Washington contra Trump

As três grandes empresas de tecnologia de Seattle apoiam ação do procurador-geral para derrubar o decreto imigratório

O procurador-geral do Estado de Washington Bob Ferguson, fala à frente do governador Jay Inslee.
O procurador-geral do Estado de Washington Bob Ferguson, fala à frente do governador Jay Inslee. AP

O procurador-geral de Washington, Bob Ferguson, empreendeu ações legais contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Departamento de Segurança Nacional e membros da equipe do presidente para invalidar o decreto sobre imigração que ele considera inconstitucional. As três grandes tecnológicas de Seattle, Microsoft, Amazon e Expedia se somarão às medidas empreendidas por Ferguson.

O procurador argumentará que o decreto migratório de Trump viola a garantia constitucional de tratar a todos igualmente, fere os direitos individuais e discrimina em função da crença religiosa. “Se conseguirmos, certamente terá um efeito em todo o país, invalidará o decreto por completo”, disse na entrevista coletiva o governador de Washington, Jay Inslee, que também se manifestou contra as rigorosas medidas imigratórias.

Tanto Amazon como Expedia e Microsoft têm um claro interesse econômico e tentam proteger seus funcionários, muitos deles imigrantes. Acontece que Dara Khosrowshahi, CEO da agência de viagens online, e também proprietária da Home Away, é imigrante iraniana, um dos grupos afetados.

Na tarde de domingo, Khosrowshahi enviou um e-mail aos funcionários para expressar sua preocupação. Na mensagem, oferece apoio a todos os eventuais afetados ou que, simplesmente, sintam medo ou mal-estar. A Microsoft se ofereceu de testemunha se necessário.

Além de berço dessas três grandes empresas, Seattle é um dos grandes polos mundiais de inovação. Possui um florescente ecossistema de startups e se destaca especialmente pela criação de video games móveis. A rede de cafeterias Starbucks também manifestou apoio aos imigrantes com a promessa de contratar até 10.000 afetados nos próximos cinco anos, mas não está entre as empresas que apoiam o procurador de maneira explícita.

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