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Temer anuncia envio militares para conter violência em Natal

Governador pediu reforço em segurança da região metropolitana após 15 ônibus serem incendiados

Bombeiros apagam incêndio de ônibus em Natal.
Bombeiros apagam incêndio de ônibus em Natal. REUTERS

Em meio à escalada da crise no presídio na região metropolitana de Natal, o presidente Michel Temer (PMDB) autorizou na tarde desta quinta-feira o envio de militares para o Rio Grande do Norte com o objetivo de ajudar as forças policiais locais a controlarem a onda de violência. O número de profissionais ainda está sendo definido entre os ministros da Defesa, Raul Jungmann, da Justiça, Alexandre de Moraes, e do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen.

Temer atendeu a um pedido feito pelo governador potiguar Robinson Faria (PSD). A maioria dos militares que atuará nas ruas será do Exército, segundo fontes da Defesa. A decisão de enviar contingente militar ao Estado nordestino ocorreu após o caos penitenciário extrapolar a penitenciária de Alcaçuz, onde ocorreu um massacre com ao menos 26 vítimas no fim de semana passado. Desde agosto de 2016, quando Natal e sua região metropolitana passaram por uma onda semelhante de violência, cerca de 100 policiais da Força Nacional, formada por policiais e bombeiros de outros Estados, reforçam a segurança no Estado e permanecem por lá até hoje.

Naquele mês, cerca de 1.200 militares também foram enviados a Natal, onde ficaram por 20 dias. Os relatos até a manhã desta quinta-feira eram de que ao menos um veículo oficial do Governo e 15 ônibus haviam sido incendiados. A manhã foi de tensão, quando cenas de enfrentamento entre prisioneiros foram transmitidos ao vivo pela TV. Em atividade no interior de São Paulo, Temer disse "a União federal está fazendo tudo o que lhe cabe", cita a Folha de S. Paulo.

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