Aberto da Austrália

Djokovic é atropelado por Istomin no Aberto da Austrália

Sérvio comete 72 erros e perde para o uzbeque na segunda rodada Desde 2008, em Wimbledon, ele não se despedia tão cedo de um Grand Slam

Djokovic, durante a partida contra Istomin.
Djokovic, durante a partida contra Istomin.Scott Barbour (Getty)

Novak Djokovic foi eliminado na segunda rodada do Aberto da Austrália pelo uzbeque Denis Istomin, depois de um duelo que se prolongou por quase cinco horas. O resultado (7-6, 5-7, 2-6, 7-6 e 6-4, em 4h48min) representa a primeira grande zebra no torneio australiano, o Grand Slam de abertura da temporada. Istomin, 117º. no ranking da ATP, enfrentará no sábado o espanhol Pablo Carreño, que superou o britânico Kylie Edmund por 3-0 (6-2, 6-4 e 6-2).

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Djokovic, que encerrou 2016 com uma sequência de resultados ruins, cometeu um total de 72 erros não forçados, ao passo que Istomin, de 30 anos, foi crescendo e crescendo para viver seu grande dia, com 17 aces e 63 winners a seu favor. Diante dele, o sérvio não se sentiu cômodo em momento algum: cedeu quatro vezes seu game de serviço e, diferentemente de outras ocasiões, não teve eficácia nas devoluções. Em várias fases, Nole esteve perdido e sem soluções, numa linha muito similar à da reta final da temporada passada.

Desde 2008, quando foi eliminado na segunda rodada de Wimbledon pelo russo Marat Safin, Djokovic não caía tão cedo num Grand Slam. E na Austrália, seu torneio-fetiche, não era eliminado tão precocemente desde 2006, quando foi derrotado logo na primeira rodada.

“Ele [Istomin] jogou incrivelmente bem, acima do seu nível”, comentou Djokovic, número dois do circuito. "Simplesmente eu estava num desses dias em que não me sentia tão bem. Não tinha ritmo”, argumentou. “É só uma partida, você pode perder. Nada é impossível. Há centenas e centenas de jogadores no quadro, e a qualidade cresce ano após ano. Todo mundo se torna um jogador melhor. O que posso fazer? Tentei até o último golpe, mas não funcionou.”

Com sua derrota, Djokovic perderá também uma pontuação bastante considerável – 1.955 pontos, para ser exato, o que o distancia ainda mais de Andy Murray no ranking mundial. Cabe lembrar que Melbourne é o território preferido do Djoker, pois lá conseguiu seis troféus, mais do que em nenhum outro Grand Slam. Aliás, conquistou as cinco últimas edições do torneio.

“É obvio que é decepcionante, mas ao final só me resta aceitar”, declarou Nole, que desde o título de Roland Garros em junho passado só conquistou dois troféus menos importantes, um no Canadá e outro há algumas semanas, em Doha. Precisamente lá, nos Emirados Árabes, superou na final o atual rei da ATP, o escocês Andy Murray, mas em Melbourne voltou a patinar. "Entendo vocês”, respondeu aos jornalistas, “mas me entendam. Agora só quero ir para casa e ficar com a minha família. Isso é tudo”, concluiu o balcânico.

A jornada foi particularmente positiva para os tenistas espanhóis, que venceram todos os seus confrontos. Além de Carreño, David Ferrer (2-6, 6-4, 6-4 e 6-2 contra Ernesto Escobedo) e Roberto Bautista (6-2, 6-3 e 6-3 sobre Yoshihito Nishioka) conseguiram passar à terceira rodada, na qual se enfrentarão. Além deles, Rafael Nadal venceu o cipriota Marcos Baghdatis por 6-3, 6-1 e 6-3, em 2h12min.

RESULTADOS DA 4ª RODADA. QUINTA-FEIRA, 19/1

Quadro masculino: Pablo Carreño, 6-2, 6-4 e 6-2 contra Kylie Edmund; Roberto Bautista, 6-2, 6-3 e 6-3 contra Yoshihito Nishioka; David Ferrer, 2-6, 6-4, 6-4 e 6-2 contra Ernesto Escobedo; Milos Raonic, 6-3, 6-4 e 7-6 contra Guilles Müller; Gael Monfils, 6-3, 6-4, 1-6 e 6-0 contra Alexandr Dolgopolov; Alexander Zverev, 6-2, 6-3 e 6-4 contra Frances Tiafoe; David Goffin, 6-4, 6-0 e 6-3 contra Radek Stepanek.

Quadro feminino: Serena Williams, 6-3 e 6-4 contra Lucie Safarova; Caroline Wozniacki, 6-1 e 6-3 contra Donna Vekic; Barbora Strycova, 6-0 e 7-5 contra Andrea Petkovic; Dominika Cibulkova, 6-4 e 7-6 contra Su-Wei Hsieh; Johanna Konta, 6-4 e 6-2 contra Naomi Osaka.

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