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Modric: “Não gosto do árbitro de vídeo, não é futebol”

Meio-campista do Real Madrid critica a inovação da FIFA, dizendo que cria confusão

Cristiano comemora gol no Mundial.
Cristiano comemora gol no Mundial. AP

Em teoria, o apoio do vídeo deveria ter ajudado os árbitros e esclarecido as jogadas duvidosas. Em teoria, a tecnologia também tinha que acabar com as polêmicas – ou pelo menos reduzi-las. No entanto, nas duas primeiras semifinais do Mundial de Clubes disputado no Japão – torneio que a FIFA escolheu para experimentar esse novo sistema, ainda em fase de teste –, as polêmicas se multiplicaram.

Primeiro foi no jogo entre o Kashima e o Atlético Nacional; depois, no do Real Madrid contra o América. Na quarta-feira, o árbitro húngaro Viktor Kassai apitou um pênalti para o time japonês, após revisar as imagens. Foi o primeiro pênalti da história marcado graças ao árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês). A decisão foi muito questionada e evidenciou as imperfeições típicas de uma norma em fase experimental. Por um lado, a questão era se o jogador do Kashima que foi derrubado estava impedido; por outro, causou surpresa que a decisão fosse tomada dois minutos após a ação.

Nesta tarde, no duelo entre o Real e o América, Cristiano fez um gol aos 48 minutos do segundo tempo que primeiro foi concedido, depois anulado e finalmente aceito outra vez. “Não gosto do árbitro de vídeo porque cria muita confusão. Tivemos uma reunião com os juízes para que nos explicassem as normas, mas não prestei muita atenção porque espero que essa regra não prossiga. Não gosto disso, não é futebol”, disse Modric após ser eleito o melhor jogador da partida.

“Concorda com o que o seu jogador disse?”, perguntaram a Zidane. “Temos que nos adaptar ao que a FIFA quer fazer, e depois tenho minha ideia e sensação. Na jogada do Cristiano houve um pouco de confusão, sim. As coisas teriam que ser mais claras para todos. Ainda mais se a tecnologia quer melhorá-las. Nessa jogada, isso não aconteceu”, disse o técnico.

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