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Putin e Trump irão “normalizar” relações

Presidente russo e Trump planejam se reunir para buscar uma “cooperação construtiva”

O presidente russo Vladimir Putin.
O presidente russo Vladimir Putin. EFE

O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, acertaram na segunda-feira a “normalização” das relações entre os dois países e a busca de uma “cooperação construtiva”, assim como a colaboração em assuntos de interesses comuns, especialmente na luta contra o “inimigo comum” que é o terrorismo internacional e o extremismo, informou o Kremlin.

Putin e Trump falarão sobre tudo isso em um “encontro em pessoa no futuro” que as equipes de ambos começarão a preparar imediatamente, de acordo com o comunicado oficial russo. Os dois, entretanto, continuarão mantendo “contato telefônico”.

Segundo o Kremlin, Putin e Trump têm muito o que conversar. O presidente russo, que parabenizou o republicano por sua vitória de terça-feira, assegurou a Trump que está disposto a desenvolver um “diálogo como aliados” com o novo Governo norte-americano baseado nos princípios de “igualdade, respeito mútuo e não ingerência nos respectivos assuntos internos”. Uma declaração de intenções e de estabelecimento de barreiras após as tensas relações de Moscou com a Washington de Barack Obama, que criticou duramente o Governo de Putin tanto por sua política interna como por ações internacionais, da Ucrânia à Síria.

Em sua conversa telefônica, Putin e Trump “não só estiveram de acordo sobre o estado totalmente insatisfatório das relações bilaterais”, como também manifestaram seu “apoio a ativos esforços conjuntos para normalizar as relações e buscar uma cooperação construtiva no mais amplo espectro possível”, destacou o Kremlin. Este ressaltou também o fato de que ambos “enfatizaram a importância de se estabelecer um fundamento confiável das relações bilaterais mediante o desenvolvimento do componente comercial e econômico”. Em sua última viagem pela Europa, em julho, Obama afirmou sua intenção de manter as sanções contra a Rússia enquanto a crise ucraniana não for resolvida.

O comunicado de Trump, muito mais sóbrio, se limita a confirmar que ambos conversaram “sobre as ameaça e desafios enfrentados pelos EUA e a Rússia”, assim como “questões econômicas estratégicas” e a relação “histórica” entre Moscou e Washington. O presidente eleito também assegurou a Putin que “tem muita vontade de manter uma relação forte e duradoura com a Rússia”.

Uma das maiores críticas a Trump durante a campanha foi sua proximidade com a Rússia. Apesar do magnata nova-iorquino assegurar reiteradamente que não conhecia Putin, seus constantes elogios ao presidente russo enervaram até mesmo seu próprio Partido Republicano. Há um mês, a cúpula de inteligência norte-americana acusou diretamente o Kremlin de “interferir” nas eleições com o roubo de e-mails a destacados membros do Partido Democrata da derrotada Hillary Clinton.

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