Cinco imagens e um vídeo do ‘Fora, Temer’ na Paulista: ação contra ambulante e repressão da PM

Foi o menor dos atos desde o impeachment de Dilma. Suplicy denuncia ação da PM contra ambulantes

Segundo os próprios organizadores foi o menor ato no local desde o impeachment de Dilma Rousseff em 31 de agosto. No dia 4, estimadas 100.000 pessoas marcharam da avenida até o Largo da Batata, em Pinheiros. Neste domingo, foram 10.000 pouco antes das 16h, conforme Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares e da Frente Brasil Popular, citado por reportagem da Folha de S. Paulo.

Durante a semana, o PT enviou convocatória para protestos neste domingo com uma pauta específica: a de defender também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das acusações de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

O ato na av. Paulista foi marcado pela repressão da Polícia Militar. Tudo começou, de acordo com os  relatos, com ação da polícia contra uma vendedora ambulante. A partir daí, a situação ficou tensa com os protestos dos manifestantes.

Em um dado momento, os policiais reprimiram os que estavam a sua volta com gás de pimenta, cacetetes e gás lacrimogêneo, como aparece neste vídeo da página do ex-senador petista e secretário de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Suplicy. Suplicy criticou o que considerou o "despreparo" da polícia..

O fotógrafo André Lucas Almeida, do CHOC Documental, acusa a polícia de agir contra ele deliberadamente. "A manifestação estava tranquila. Eu percebi que a PM estava aprendendo muito material dos ambulantes ali no MASP. Começou uma correria. Estavam prendendo uma senhora ambulante e jogaram ela no chão. Eu não consegui chegar muito perto. Um policial começou a jogar spray de pimenta em todo mundo e mirou na minha câmera. Ele veio com tudo pra cima de mim e deu uma cacetada no meu braço. Foi gratuito. Totalmente gratuito", conta.

Suplicy tenta interceder contra a violência da PM do Alckmin e também leva spray de pimenta no rosto

Gepostet von Eduardo Suplicy am Sonntag, 18. September 2016

No ato do dia 4, também houve repressão, condenada por ativistas e ONGs. O Ministério Público Federal anunciou, então, que acompanharia a atuação da PM nas manifestações. A Secretaria de Segurança Pública, sob o comando de Geraldo Alckmin (PSDB), vem negando que haja excesso na atuação da .