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Seleção argentina de basquete critica seus torcedores

Luis Scola, Manu Ginóbili e Andrés Nocioni criticaram os insultos contra os brasileiros das arquibancadas

A seleção argentina de basquete após sua vitória contra a Nigéria.
A seleção argentina de basquete após sua vitória contra a Nigéria.

As principais referências da Geração Dourada do basquete argentino consideraram de “mau gosto” os cantos que seus torcedores dedicaram ao Brasil durante a partida contra a Nigéria, no Rio de Janeiro. A Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, estava cheia de camisetas azul-celeste e brancas durante a estreia da seleção. Entre as canções que foram ouvidas nas arquibancadas se repetiram muitas que foram populares durante a Copa do Mundo de 2014, com referências depreciativas a Pelé e lembranças da derrota do Brasil por 7-1 contra a Alemanha. Os jogadores argentinos agradeceram o apoio, mas criticaram os insultos.

“Não quero que o Brasil perca. Só quero que perca quando joga contra a Argentina. Parece uma besteira cantar contra um time que nem está na quadra. Toda vez que vim aqui fui tratado muito bem. Não me sinto identificado com isso”, disse Luis Scola após a vitória na estreia. O jogador do Brooklyn Nets, na NBA, e capitão da seleção de seu país foi mais longe falando contra a rivalidade histórica que separa os sócios do Mercosul. “Parece uma besteira que os brasileiros torçam por um time que nem é do seu continente (pelos locais que torciam pelo rival da Argentina). E parece uma besteira insultar um país que nos trata muito bem cada vez que viemos; e que 60% dos argentinos escolhem para passar o verão. É um absurdo que se disfarça de cultura e para mim é exatamente o oposto”, acrescentou.

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Emanuel Ginóbili, principal referência da Geração Dourada, também criticou os fãs. “Preferia não ouvir as canções contra o Brasil, mas a favor da gente. Isso é algo do futebol, que realmente não gosto. Não vejo sentido viajar tantos quilômetros e terminar cantando contra quem nem está na quadra”, disse o jogador dos Spurs. Para Andrés Nocioni, entretanto, “há canções que sinceramente não estão no lugar certo”. “Se acreditamos que somos mais malandros por isso, realmente não gosto. Respeito as pessoas do Brasil porque estão fazendo um grande esforço para fazer uma Olimpíada da melhor maneira possível”, disse ele.

A Argentina ganhou da Nigéria por 94-66, o mais fraco do grupo. Agora deve enfrentar a Croácia na terça-feira, dia 9. No caminho, a Geração Dourada também vai cruzar com a Lituânia (na quinta-feira, 11) e na Espanha (segunda, 15). Mas a grande preocupação dos jogadores será no sábado 13, quando enfrentam o Brasil. A geração dourada não quer problemas com os anfitriões.