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Terrorista tinha “de um modo ou de outro” vínculo com os círculos jihadistas

Dezenas de pessoas morreram após serem atropeladas por caminhão durante os festejos do 14 de Julho

O caminhão que atropelou dezenas de pessoas em Nice. EFE

A cidade de Nice, no sul da França, foi alvo de um atentando terrorista na noite desta quinta-feira, dia dos festejos de 14 de julho (festa nacional francesa). Um caminhão atropelou pouco antes das 23h (horário local) uma multidão que estava na Promenade des Anglais, a principal avenida litorânea da cidade, assistido a um espetáculo de fogos de artifício. Dezenas de pessoas morreram atropeladas – 84, segundo o último balanço provisório do Governo – e outras centenas ficaram feridas. O autor do atentado, morto por policiais, é um cidadão francês de origem tunisiana de 31 anos de idade, motorista de caminhão que tinha antecedentes por crimes comuns e violência doméstica, mas não por possíveis ligações com terrorismo, segundo Paris. Que o ato terrorista tenha ocorrido no dia da festa nacional francesa possui um forte simbolismo, já que este 14 de julho se transforma em uma demonstração de unidade ao redor das forças armadas, envolvidas nas frentes do Oriente Médio e da África para lutar contra os jihadistas. “Vamos intensificar nossos ataques na Síria e no Iraque. Vamos perseguir aqueles que nos ameaçam”, disse o presidente François Hollande. O atentado ocorre depois de outros dois massacres que abalaram a França: os atentados contra o semanário satírico Charlie Hebdo e um supermercado de comida judaica, em janeiro de 2015; e o ataque de novembro passado em Paris, no qual morreram 130 pessoas. Hollande anunciou a ampliação por mais três meses do estado de exceção decretado depois do massacre de 13 de novembro.

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