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Oscar Pistorius é condenado a seis anos de prisão por assassinato de sua namorada

O tribunal considerou o atleta culpado de ter matado sua ex-companheira com quatro tiros

Pistorius ouve a sentença do tribunal nesta quarta-feira em Pretória.

O Tribunal Superior de Pretória condenou nesta quarta-feira a seis anos de prisão o atleta sul-africano Oscar Pistorius pelo assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp. A sentença o considera culpado de ter disparado quatro tiros através da porta de um dos banheiros de sua casa, atingindo a sua ex-companheira na madrugada do Dia dos Namorados em 2013. Desde o início do processo, Pistorius vinha afirmando que achava que se tratava de um ladrão que invadira o local.

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O atleta fora condenado inicialmente a cinco anos de prisão por homicídio culposo, e passou para prisão domiciliar em outubro de 2015. Em dezembro passado, porém, a Corte Suprema revisou o caso e elevou o crime cometido ao nível de homicídio doloso (com intenção de matar), o que implicava uma pena de pelo menos 15 anos de prisão; ao final, a condenação foi diminuída pela metade. O juiz decidiu não aplicar a quantidade de anos prevista para esse crime e, depois de argumentar que uma permanência muito longa na cadeia não serviria para se fazer justiça neste caso, determinou uma pena de seis anos de prisão. O atleta voltará para o cárcere imediatamente.

Oscar Pistorius cercado de policiais ao chegar ao Tribunal Superior de Pretória.
Oscar Pistorius cercado de policiais ao chegar ao Tribunal Superior de Pretória.Shiraaz Mohamed (AP)

O tribunal admite que não há provas suficientes para se afirmar que o corredor sabia quem estava atrás da porta, mas deixou claro que quando alguém atira quatro vezes da maneira como aconteceu o faz com uma inquestionável intenção de matar, o que o torna culpado por homicídio doloso. A Promotoria pedia pelo menos 15 anos de detenção para Pistorius, enquanto a defesa propugnava uma transformação da pena em prestação de trabalhos comunitários.

O advogado de defesa afirmou que seu cliente já pagou por um crime que pôs um fim à sua carreira esportiva e que teve para ele graves consequências econômicas e psicológicas.

Durante seu julgamento, o atleta retirou as suas próteses para mostrar aos jurados como teria caminhado sem elas na noite da morte de Reeva Steenkamp.
Durante seu julgamento, o atleta retirou as suas próteses para mostrar aos jurados como teria caminhado sem elas na noite da morte de Reeva Steenkamp.SIPHIWE SIBEKO (REUTERS)

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