Eleições EUA

Também há famosos que apoiam Trump

Esportistas como Dennis Rodman ou atores como Jon Voight respaldam sua agressiva agenda

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Ed Rogers não é um assessor político qualquer. Ronald Reagan e George Bush pai o tiveram como conselheiro de cabeceira em suas respectivas carreiras presidenciais. Sua opinião é absoluta quando é indagado quanto ao fenômeno Donald Trump. Diz que é uma espécie de força maligna capaz de absorver qualquer ataque, como as que aparecem em filmes de terror.

Hollywood não quer nem saber dessa produção. Mas no mundo das celebridades também há seres estranhos que desejam participar do elenco protagonizado pelo magnata.

O roteiro da versão política da série Fringe começou a tomar corpo antes que Sarah Palin anunciasse seu apoio à candidatura do empresário. A lista de personalidades que está engrossando a lista de simpatizantes ao candidato republicano à Casa Branca é do tipo que faz virar os olhos. Seus entusiastas, entre os quais se destaca o ator Jon Voight, não se preocupam com o tom agressivo de sua retórica. “É o único com a convicção real de que a América volte a ser próspera outra vez”, afirma o ganhador do Oscar e pai de Angelina Jolie.

O sucesso da campanha de Donald Trump se baseia nisso: ele utiliza a ameaça como demonstração de liderança. É exatamente o que o tornou popular no programa Celebrity Apprentice, com seu famoso “está demitido”. E daí vem sua leva de apoios. “É um cara de primeira classe”, como diz Johnny Damon, ex-jogador dos Yankees. O “you are fired atingiu Stephen Baldwin duas vezes. Mas o irmão de Alec Baldwin não guarda nenhum rancor. “Diz o que pensa e por isso se dá tão bem nas pesquisas”, afirma.

Jesse James também teve Donald Trump como chefe quando morou na Trump Tower. O ex-marido da atriz Sandra Bullock, que saltou à fama com o programa Monster Garage, afirma em sua conta no Facebook que o magnata é uma pessoa que trata bem seus funcionários, “inclusive os garotos hispânicos que trabalham no arranha-céu”. Dennis Rodman também passou por ali. “Não precisamos de outro político”, insiste o também amigo do ditador norte-coreano Kim Jong Un. Willie Robertson talvez seja a maior das grandes feras da telerrealidade, com o programa Duck Dynasty. “Nós dois somos casados com mulheres que são mil vezes mais bonitas que nós e somos os dois empresários de sucesso. Por isso gosto de Donald Trump”, afirma o chefe do clã. Tila Tequila é outra criação desse estranho mundo do reality. “Todo o mundo sabe que sou contra a questão da vacina. Donald Trump também é”, diz para justificar seu apoio.

Entre as celebridades que voltaram do passado nos Estados Unidos graças aos realities está, por exemplo, Hulk Hogan. Não é que a antiga estrela da luta livre o apoie publicamente, mas aspira a estar em seu gabinete se Trump ganhar as eleições presidenciais de novembro. A mesma ambição tem Jesse Ventura, que sem dúvida foi governador do Estado de Minnesota. “Este país precisa de uma boa sacudida para conseguir romper o status quo”, afirma The Boy.

Falando de seres mutantes, outro que vê Donald Trump na Casa Branca é o ator Lou Ferrigno, mais conhecido por interpretar o Hulk. “No fim, o importante é que o cargo de presidente seja ocupado por alguém que se preocupa com seu país e em mantê-lo seguro”, afirma. E já dispostos a jogar os rivais contra as cordas também estão os punhos de Mike Tyson. O antigo peso pesado devolve agora o favor ao empresário, que defendeu sua volta ao ringue depois de sair da prisão.

Wayne Newton, mais conhecido como Mr. Las Vegas, apoia Donald Trump porque “diz as coisas como são”. “É o que precisamos neste país”, acrescenta Gavin McInnes, cofundador da Vice Media, controverso como poucos. Assim como o magnata, não morde a língua quando se trata de assuntos como imigração. “Sim, proibir a entrada de muçulmanos pode parecer irracional, temerário e insensível, mas estamos em guerra.”

“Muitos gostariam de estar onde ele chegou, voando em seu próprio avião e sem ter de se preocupar com o hotel em que sua família vai ficar”, insiste Newton, que, como Tyson, não admite ser representado como “idiota” por defender a candidatura de Trump. Brian France, presidente da NASCAR, o equivalente a Bernie Eccleston na Fórmula 1, também não entendeu a confusão que se armou porque disse que é disso que o país precisa.

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