Caso Neymar

Santos diz ter sido “enganado” na contratação de Neymar pelo Barça

Representante do clube brasileiro afirma que Lei Pelé impediu negociação com outro time

Acompanhado do pai, Neymar Jr. chega ao tribunal espanhol para depor.
Acompanhado do pai, Neymar Jr. chega ao tribunal espanhol para depor. CURTO DE LA TORRE (AFP)

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O Santos F.C., equipe de origem do atacante brasileiro Neymar, também se sentiu enganado quando o atacante foi contratado pelo Barcelona e por isso apresentou um pedido de arbitragem à FIFA, disse nesta segunda-feira uma representante jurídica do clube brasileiro, Fátima Bonassa, ao juiz José de la Mata, da Audiência Nacional espanhola, que investiga delitos de fraude e corrupção entre particulares na contratação, segundo fontes presentes no interrogatório. De la Mata ouve o depoimento de Neymar na tarde desta terça-feira, desde às 17h (14h em Brasília).

Bonassa alegou, num longo depoimento ao juiz com a ajuda de um intérprete, que a equipe paulista denunciou a transferência de Neymar devido a suspeitas de que teria havido um valor adicional oculto, e que dessa forma o Santos não teria recebido integralmente os 60% que lhe caberiam sobre os direitos do jogador. Os 40% restantes pertenciam ao fundo de investimento DIS, que moveu ação contra Neymar, o Barça e o Santos por se sentir prejudicado na transferência do jogador, que começou a ser negociada em 2011.

Bonassa relatou, além disso, que o Santos recebeu ofertas mais substanciais por Neymar, mas se viu obrigado a transferi-lo para o Barça por expresso desejo do atacante, que queria jogar na equipe azul-grená. A Lei Pelé obriga os clubes brasileiros a obterem a autorização do jogador envolvido para selar sua transferência.

Neymar foi intimado a depor nesta terça na qualidade de investigado. Neste mesmo processo, decorrente da queixa feita pela DIS, os pais do jogador, Neymar da Silva Santos e Nadine Gonçalves da Silva, também foram convocados a depor como investigados nesta tarde. Eles poderiam, no entanto, se valer de um convênio de assistência judicial entre Brasil e Espanha que lhes permitiria depor no seu país se forem residentes, embora ainda não se saiba se de fato solicitarão isso.

Com informações das Agências.

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