economia brasileira

Walmart anuncia fechamento de 269 lojas em todo mundo, 60 delas no Brasil

Medida afeta 115 estabelecimentos que a rede opera na América Latina, metade deles no Brasil

Loja do Walmart em Bentonville, Arkansas.
Loja do Walmart em Bentonville, Arkansas.Danny Johnston (AP)

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Doug McMillon, CEO da empresa, explica que a estratégia é concentrar-se nos grandes hipermercados e nas lojas pequenas que também podem ser usadas como centros de distribuição de compras feitas pela Internet. O ajuste afetará 16.000 empregados, dos quais 10.000 trabalham nos EUA. O Walmart já está em processo de fechamento de lojas no Brasil, onde seu negócio está sob intensa pressão por causa da recessão e do efeito da taxa de câmbio.

O Walmart opera 11.600 lojas em todo o mundo, das quais 4.600 estão nos EUA. O impacto do anúncio, por conseguinte, representa menos de 1% da área total e do faturamento. No mercado norte-americano, atinge 3%. As 60 lojas que foram fechadas no Brasil representam 5% das vendas nesse mercado. A estas se somam 55 lojas, em sua maioria pequenas, em outros mercados da América Latina que o CEO não especificou.

“A gestão ativa desses ativos é essencial para a saúde da empresa”, explica McMillon, “por isso o fechamento das lojas é necessário”. O executivo já antecipou em outubro que estava cogitando como redistribuir a rede de lojas para alinhá-la à nova estratégia. 95% dos estabelecimentos que serão fechados nos EUA estão a 15 quilômetros de outra unidade do Walmart que continuará aberta. Além disso, a empresa espera abrir mais de 300 novas lojas.

“Vamos continuar crescendo por sermos muito disciplinados”, disse ele na apresentação do ajuste. A multinacional controlada pelos herdeiros de Sam Walton terminou o último exercício como a empresa com o pior desempenho do S&P 500, com uma redução de quase um terço do seu valor. Um desempenho que contrastou com a Amazon, que duplicou a sua capitalização na Bolsa. O Walmart, de fato, está no meio de uma complexa transição para se modernizar.

O Walmart é a maior corporação do Fortune 500, com vendas que nos primeiros meses de 2015 rondaram os 354,1 bilhões de dólares (cerca de 1,4 trilhão de reais). Um quarto das vendas é feita fora dos EUA. Durante os últimos dois anos, a empresa reformou lojas e passou a oferecer produtos de qualidade em seus supermercados para atrair um público com renda mais alta. Também aumentou o salário mínimo dos empregados.

Não é a única rede comercial nos EUA que está reavaliando sua carteira de lojas para se concentrar em estabelecimentos mais rentáveis, o que está repercutindo nos grandes centros comerciais, que os usam como âncora para atrair clientes. As lojas de departamento Macy’s anunciaram nesta semana que fecharão mais 36 lojas. A Sears também considera fechamentos adicionais.