Novo atentado na Turquia mata seis pessoas e deixa 39 feridos

Ataque ocorreu na cidade de Çinar. É o segundo atentado no país em menos de dois dias

Imagem do edifício afetado pelo atentado. (atlas)

Segundo informou a Delegação provincial do Governo, o ataque começou às 23h30 (horário local) com a detonação de um carro bomba perto da entrada do quartel. A explosão foi tão forte que destruiu completamente a fachada de um dos edifícios e causou graves danos no outro, além de provocar o desmoronamento de uma casa de dois andares. Depois de detonar a bomba, os autores do ataque abriram fogo por 40 minutos com armas de longo alcance –incluindo lança-foguetes – contra o complexo policial, e também contra o quartel da Delegacia, situado a dois quilômetros de distância, onde houve troca de tiros, presumivelmente em uma manobra de distração para manter os policiais longe do primeiro cenário.

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Caminhões de bombeiros e equipes da Direção de Catástrofes e Situações de Emergência foram enviados ao local para apagar os incêndios que começaram depois da explosão e tentar resgatar os sobreviventes sob os escombros. “As equipes de resgate retiraram três mortos e cinco feridos da casa que desabou”, explicou a Delegação do Governo em seu comunicado. Outros dois civis, familiares de policiais, morreram no quartel. Segundo vários veículos de imprensa turcos, dos cinco mortos três são crianças, um deles um bebê. No total, houve 39 feridos, a grande maioria moradores dos arredores do quartel.

A situação no sudeste da Turquia, de maioria curda, é de grande tensão há meses e são frequentes os combates entre simpatizantes do PKK e as forças de segurança dentro das cidades. O Governo decretou estado de emergência em várias cidades e atualmente amplas áreas de três localidades (Diyarbakir, Cizre e Silopi) estão sob toque de recolher, sitiadas pelas Forças Especiais da Polícia e do Exército. Os nacionalistas curdos denunciam que, no último mês, cerca de uma centena de civis morreram pela ação das forças de segurança. Os militares, por outro lado, afirmam ter matado centenas de “terroristas”.

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