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Conselhos para pais que acabam de presentear o filho com o primeiro smartphone

Algumas dicas para ensinar as crianças a utilizar o celular com responsabilidade

Conselhos para pais que acabam de presentear o filho com o primeiro smartphone
Getty Images

A busca no Google pelo termo "celular para crianças" aumenta a cada ano. Não é de estranhar: somente no Brasil, 82% de brasileiros com idades entre 9 e 17 anos que usam a internet o fazem por meio de telefones celulares e, assim, os smartphones são alguns dos presentes mais pedidos por crianças e adolescentes no Brasil e no mundo. O principal motivo pelo qual os pais dão um celular de presente aos filhos, segundo o estudo na Espanha conduzido pelo Instituto Nacional de Segurança na Internet (INCIBE, na sigla em espanhol), é a própria tranquilidade dos pais. No entanto, como administrar o uso que os pequenos fazem dos dispositivos? Aqui vão alguns conselhos para levar em conta.

1. Dar o exemplo

Como em quase qualquer aspecto educativo uma imagem (ou um gesto) valem mais que mil palavras. As crianças imitam e assimilam o que veem ao redor, portanto, com o celular não vai ser diferente. Se não queremos que sejam crianças dominadas pela tela, nós tampouco poderemos ser assim. Ou, pelo menos, não quando estivermos com elas: durante as refeições, no parque, no período em que as ajudamos com a lição de casa... Obrigar-nos a deixar o aparelho de lado e dedicar toda a nossa atenção à conversa ou ao brinquedo pode ser um bom começo. E não só por questão de autoridade. Existem argumentos científicos para provar que o vício dos adultos nos celulares repercute no desenvolvimento cognitivo e na autoestima das crianças. Além disso, quanto mais tempo passamos diante de uma tela, pior será nosso humor.

2. ...Mas sem que você fique louco

Gostemos ou não, o celular faz parte de nossas vidas, de modo que é impossível desterrá-lo por completo. Além do mais, a conexão com a internet pode ser muito útil em determinadas situações, mas controlar nossos filhos em absolutamente tudo o que fazem é impossível. Como em tudo o mais, o senso comum e a paciência serão fundamentais. Se nos tornarmos um sargento de ferro isso não levará a nada, e nos permitir um pouco de relaxamento pessoal também é necessário de vez em quando.

3. Regras pactuadas

Estabelecer um contrato é uma boa forma de demonstrar ao seu filho que isso é sério. Se cumpre sua parte do trato, você respeitará os termos. Se não, saberá de antemão as consequências do mau uso. No documento você pode fixar aquilo que lhe preocupa e pode ser motivo de polêmica: o uso que fizerem dele na escola, o que acontece se o quebram, como devem lidar com as redes sociais e os downloads... Cada criança é diferente, por isso você pode personalizar o contrato em função de suas necessidades e das normas habituais da casa. Você pode incluir, por exemplo, a recomendação de que o menor ,“no caso de ter problemas, dúvidas ou ser assediado por alguém através da Internet, contará isso aos pais, para buscar uma solução para a situação”.

4. Crie uma situação de cumplicidade

Embora seja você quem estabelece as normas, a confiança e a comunicação são cruciais. A associação sem fins lucrativos Protégeles, do programa Internet Segura, da União Europeia, explica em seu Guia Parental para Manter as Crianças Seguras na Internet que uma das regras de ouro é “fomentar a confiança mútua, transmitindo a seus filhos que podem lhe falar sobre seus erros, de modo que possam buscar soluções juntos. Os erros são parte da aprendizagem”.

5. Fixe horários

Não só para que o celular fique em casa na hora de ir para a escola, mas também quando se aproxima a hora de dormir. Segundo explicou Charles A. Czeisler –um dos maiores especialistas em medicina do sono–, “há evidência de que os adolescentes dormem meia hora menos para cada dispositivo desse tipo que tenham no quarto. Isso não se deve somente à exposição à luz, mas também pelos jogos, as interrupções telefônicas depois da hora de se deitar ou as mensagens de texto que despertam”.

6. Aprenda com as crianças

As crianças e adolescentes estão normalmente mais familiarizados com o uso e o manejo das novas tecnologias que os adultos que as rodeiam. Pergunte às crianças que aplicativos utilizam (estudos apontam que a maioria das crianças não pede permissão aos pais na hora de baixar um app) e aprenda para que servem e como funcionam. É bem possível que algum dos aplicativos favoritos deles acabe também no seu telefone.

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