Atentados em Paris

Anonymous anuncia ataques contra Estado Islâmico por atentado em Paris

Coletivo de ciberativistas e 'hackers' promete numerosos ciberataques contra os jihadistas

O vídeo em que o Anonymous declara guerra ao EI

Um indivíduo com a máscara característica da organização de ciberativistas anonymous, diante de uma câmera e com a voz distorcida, sustenta documentos impressos e move teatralmente a mão direita. “Ontem, sexta-feira, 13 de novembro de 2015, nosso país, França, foi atacado em Paris às 22 horas através de múltiplos atentados terroristas reivindicados por vocês, o Estado Islâmico.” A leitura, em francês, foi precedida por alguns segundos do áudio do testemunho de um dos sobreviventes da casa de espetáculos Bataclan. “Esses atentados não podem ficar impunes. Por isso, os anonymous do mundo inteiro querem perseguir vocês. Sim, vocês, gentalha que mata pobres inocentes”, prossegue o mascarado.

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"Sim, nós vamos persegui-los, como já fizemos nos atentados contra o Charlie Hebdo. Esperem, pois, uma reação maciça do Anonymous. Saibam que os encontraremos e que não os largaremos. Vamos lançar a operação mais importante jamais efetuada contra vocês. Podem aguardar numerosíssimos ciberataques”, proclama o ativista, para continuar afirmando: “A guerra irrompeu, preparem-se. O povo francês é mais forte”, e se despede dando os pêsames aos familiares das vítimas, e afirmando: “Somos Anonymous, somos legião. Não perdoaremos, não esqueceremos. Esperem”.

O vídeo, difundido no YouTube, tem duração total de dois minutos e meio, e conclui com o áudio das primeiras declarações do presidente francês, François Hollande, na sexta-feira à noite, logo depois dos atentados em Paris.

Não é a primeira vez que o coletivo realiza ações contra o Estado Islâmico. Em janeiro, pouco depois dos ataques contra o semanário Charlie Hebdo, anunciou um ciberataque. Pouco depois, em março, publicou uma lista de 9.200 contas de Twitter vinculadas, segundo os ciberativistas, a simpatizantes da organização terrorista.

O coletivo atacou sites oficiais da China e a página da Justiça britânica, da qual se acredita que tenha roubado 1.700 gigas de informação. Também atacou o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), em protesto pela perseguição de um ativista.

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